Epstein-Barr: o que é, sintomas e o que causa (tem cura?)

O Epstein-Barr é um vírus bastante comum, pertencente à família dos herpesvírus, que muitas pessoas acabam por contrair ao longo da vida sem perceber, já que, na maioria das vezes, não causa sintomas aparentes.

Quando há manifestação da infecção, os sintomas mais frequentes incluem febre, cansaço intenso, dor de garganta e aumento dos gânglios, podendo se assemelhar a um quadro de gripe mais prolongado.

Além disso, em alguns casos, o Epstein-Barr pode estar associado a doenças como a mononucleose infecciosa e, mais raramente, a complicações como aumento do fígado e do baço, especialmente quando o sistema imunológico está enfraquecido

Imagem ilustrativa número 1

Principais sintomas

O vírus Epstein-Barr pode provocar sintomas, principalmente durante a primeira infecção ou em situações de reativação, sendo os mais comuns:

  • Febre;
  • Cansaço intenso e prolongado;
  • Dor de garganta;
  • Aumento dos gânglios no pescoço, axilas ou virilha;
  • Mal-estar geral;
  • Dores musculares;
  • Perda de apetite.

Entretanto, os sintomas variam de pessoa para pessoa e podem ir de quadros leves, quase imperceptíveis, até situações mais intensas, em que o cansaço e a dor de garganta tendem a ser mais prolongados.

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O que causa o vírus Epstein-Barr

Na maioria dos casos, o vírus Epstein-Barr não causa problemas aparentes, mas em algumas situações pode desencadear respostas do sistema imunológico, levando ao surgimento de sintomas.

Quando a infecção ocorre pela primeira vez, especialmente em adolescentes e adultos jovens, pode se manifestar como mononucleose infecciosa, que é uma das formas mais conhecidas da doença causada por esse vírus. Entenda o que é a mononucleose.

No entanto, o Epstein-Barr também pode estar associado a complicações mais sérias, quando o sistema imunológico está enfraquecido, como aumento do baço e do fígado, inflamações persistentes e, em alguns casos, o desenvolvimento de câncer, como linfoma de Burkitt e linfoma de Hodgkin.

Leia também: Linfoma de Hodgkin: o que é, sintomas, tratamento e cura tuasaude.com/linfoma-de-hodgkin

Exames para Epstein-Barr

O diagnóstico da infecção pelo vírus Epstein-Barr é feito principalmente por exames de sangue que avaliam a presença de anticorpos específicos, como:

1. IgM reagente ou positivo

Quando o IgM está reagente ou positivo, geralmente indica uma infecção recente ou em fase ativa, ou seja, o corpo está lidando com o vírus no momento ou foi infectado há pouco tempo.

Leia também: IgG e IgM: diferenças e o que significa resultado reagente tuasaude.com/igg-e-igm

2. IgG reagente ou positivo

Quando o IgG está reagente ou positivo, normalmente significa que a pessoa já teve contato com o vírus no passado e desenvolveu memória imunológica, mesmo que não esteja mais com a infecção ativa.

Para uma avaliação da infecção pelo Epstein-Barr, marque consulta com o clínico geral mais próximo de você:

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Anticorpos contra o vírus Epstein-Barr

Após a primeira infecção pelo vírus Epstein-Barr, o sistema imunológico passa a produzir anticorpos específicos como forma de proteção. 

Esses anticorpos ajudam a reconhecer o vírus caso haja novo contato no futuro, reduzindo bastante a chance de uma nova doença ou de sintomas mais intensos.

Como pega o vírus Epstein-Barr

A transmissão do vírus Epstein-Barr acontece principalmente por contato próximo entre pessoas, como:

  • Contato com saliva de pessoas infectadas, principalmente por meio de beijos;
  • Compartilhamento de copos, garrafas, talheres ou outros objetos que tenham tido contato com a boca;
  • Contato próximo em ambientes coletivos, como escolas ou convívio social.

Em casos mais raros, pode ocorrer transmissão por transfusão de sangue ou transplante de órgãos.

Após o contato com o vírus, existe um período de incubação, que corresponde ao tempo entre a infecção e o aparecimento de sintomas. No caso do Epstein-Barr, esse período geralmente varia de 4 a 6 semanas. 

Durante esse intervalo, o vírus já pode se multiplicar no organismo sem causar sintomas, o que contribui para a transmissão sem que a pessoa infectada saiba que está doente.

Depois de entrar no organismo, o vírus infecta células do sistema imunológico e pode permanecer de forma silenciosa por muito tempo.

Epstein-Barr tem cura?

A infecção pelo Epstein-Barr não possui uma cura capaz de eliminar completamente o vírus do organismo, já que, após a infecção inicial, o vírus pode permanecer “adormecido” nas células ao longo da vida. 

Na maioria dos casos, o próprio sistema imunológico consegue controlar a infecção, fazendo com que os sintomas desapareçam com o tempo, especialmente na fase aguda, como ocorre na mononucleose.

Tratamento para Epstein-Barr

O tratamento da infecção pelo vírus Epstein-Barr envolve alívio dos sintomas através de:

  • Repouso, ajudando o corpo a se recuperar e a reduzir o cansaço intenso, especialmente na fase aguda da infecção;
  • Hidratação adequada, já que contribui para a melhora do mal-estar e auxilia o organismo no processo de recuperação;
  • Alimentação equilibrada, com alimentos ricos em nutrientes, vitaminas e minerais, como frutas, legumes, verduras, proteínas magras e cereais integrais, para manter o corpo nutrido e fortalecer o sistema imunológico durante a infecção;
  • Uso de analgésicos e antitérmicos, como paracetamol ou ibuprofeno, para aliviar febre, dor de garganta e dores no corpo, sempre sob orientação médica.

Além disso, recomenda-se evitar esforço físico, pois, em casos com aumento do baço, a restrição de atividades intensas é importante para prevenir complicações.