Solidão: o que é, possíveis consequências (e como combater)

A solidão é um sentimento subjetivo e angustiante de estar sozinho ou desconectado, que pode acontecer mesmo quando a pessoa tem muitos amigos ou familiares e reflete uma deficiência na qualidade e significado das relações.

Esse sentimento pode aumentar o risco do desenvolvimento de condições como problemas cardiovasculares, diabetes tipo 2, transtornos mentais, dor física e adoção de comportamentos de risco.

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Algumas formas de evitar e combater a solidão incluem manter ou retomar a conexão com amigos, familiares e vizinhos, fazer atividades ao ar livre e, em alguns casos, realizar sessões de psicoterapia.

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Possíveis consequências

As possíveis consequências da solidão para a saúde são:

1. Problemas cardíacos

A solidão aumenta de forma significativa o risco de problemas cardíacos, como acidente vascular cerebral, pressão alta e ataque cardíaco.

Isto pode acontecer porque pessoas solitárias ou isoladas têm maior risco de adotar hábitos prejudiciais ao coração e ao cérebro, como fazer uma dieta pobre em frutas e vegetais, ser mais sedentária, fumar e não praticar exercícios físicos, por exemplo.

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2. Transtornos mentais

A solidão aumenta a probabilidade de transtornos mentais, como a depressão. Além disso, a solidão de forma crônica também está fortemente relacionada com o aumento da ansiedade, déficit cognitivo, automutilação e pensamentos suicidas.

Esses transtornos podem surgir, porque o isolamento crônico leva ao estresse contínuo, que aumenta a preocupação com os próprios interesses e a vigilância contra ameaças sociais, afetando o bem-estar psicológico da pessoa.

Além disso, a solidão também pode levar a adoção de comportamentos nocivos como uma forma de tentar lidar com as situações, como tabagismo, abuso de álcool e uso de drogas ilícitas, que impactam muito a saúde mental.

3. Diabetes tipo 2

A solidão aumenta o risco de diabetes tipo 2, porque favorece a adoção de comportamentos de saúde desfavoráveis como dieta inadequada, sedentarismo e má qualidade do sono.

Além disso, a solidão e o isolamento social ativam o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal do cérebro, que leva a um aumento da atividade do sistema nervoso simpático e prejudica a função do sistema nervoso parassimpático.

Essa resposta contínua de alerta estimula uma resposta pró-inflamatória, aumentando a liberação de citocinas inflamatórias e o estresse oxidativo, que é um caminho para o desenvolvimento da resistência à insulina e doenças metabólicas.

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4. Dor física

A solidão pode causar ou intensificar a dor física, devido a sentimentos negativos, como altos níveis de estresse, tristeza, raiva e preocupação, que reduzem a capacidade da pessoa em lidar com a dor, deixando a experiência muito mais intensa.

Além disso, sintomas relacionados à angústia, como problemas do sono, também pioram a percepção da dor.

Alguns estudos também sugerem que a dor física e a dor "psicológica" causada pela solidão são processadas pelos mesmos sistemas neurobiológicos no cérebro. Assim, essas experiências de sofrimento podem fazer com que a dor emocional seja sentida no corpo.

5. Adoção de comportamentos de risco

A solidão estimula a adoção de comportamentos de risco, pois altera a motivação para o autocuidado e cria a necessidade de mecanismos prejudiciais para lidar com o sofrimento psicológico.

Assim, pessoas solitárias têm maior risco de recorrer ao tabagismo, consumo de álcool e uso de drogas ilícitas, principalmente em adolescentes e adultos jovens.

Além disso, pessoas que se sentem solitárias também apresentam maior probabilidade de adotar dietas inadequadas, terem má qualidade do sono e ser sedentárias.

Como combater e evitar a solidão

Algumas formas de evitar e combater a solidão são:

  • Manter ou retomar a conexão com amigos, familiares, vizinhos e colegas de trabalho, por exemplo;
  • Guardar o celular e estar totalmente presente nas conversas, e cumprimentar os vizinhos;
  • Fazer trabalho voluntário ou participar de grupos locais;
  • Engajar em atividades estruturadas, como programas recreativos, clubes esportivos, academias e/ou atividades religiosas;
  • Fazer atividades ao ar livre, como por meio do acesso a parques, jardinagem comunitária e caminhadas em grupo na natureza;
  • Usar as redes sociais, o que pode ajudar adolescentes e pessoas com doenças crônicas ou que sofrem de ansiedade social.

Quando a solidão estiver associada a sintomas como tristeza profunda, ansiedade, alteração do apetite ou do sono, por exemplo, é recomendado consultar o psicólogo ou psiquiatra.

Desta forma, esses profissionais poderão fazer uma avaliação dos sintomas e, se for necessário indicar a realização de sessões de psicoterapia.

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Diferença entre solidão e solitude

A solidão é um sentimento subjetivo, angustiante e doloroso de estar desconectado de outras pessoas, e pode acontecer mesmo com pessoas que possuem muitos contatos sociais.

A solidão acontece quando existe uma diferença entre o nível de conexão social que a pessoa deseja ter e o que ela realmente possui.

Já a solitude é um estado objetivo e temporário de se ter poucas interações ou relacionamentos com outras pessoas. A solitude não necessariamente causa sofrimento obrigatório.