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Sinais de parto prematuro, causas e possíveis complicações

O parto prematuro corresponde ao nascimento do bebê antes das 37 semanas de gestação o que pode acontecer devido a infecção uterina, ruptura prematura da bolsa amniótica, descolamento da placenta ou doenças relacionadas com a mulher, como anemia ou pré-eclâmpsia, por exemplo.

Essa situação pode ser percebida por meio de alguns sintomas como contrações uterinas frequentes e regulares, aumento do corrimento vaginal e pressão ou dor na região pélvica, por exemplo. É importante que a mulher vá ao hospital assim que sentir esses sinais e sintomas, uma vez que o trabalho de parto prematuro pode representar riscos para o bebê, uma vez que dependendo da idade gestacional os órgãos podem ser ainda muito imaturos, podendo haver problemas no coração e dificuldade para respirar, por exemplo.

Assim, no caso do trabalho de parto prematuro, o médico pode tentar adiar o nascimento utilizando medicamentos e técnicas para evitar as contrações uterinas e a dilatação, no entanto, é difícil conseguir adiar o parto por mais de 48 a 72 horas. No caso do nascimento do bebê prematuro, é comum que fique na UTI neonatal para que o seu desenvolvimento seja acompanhado e sejam prevenidas complicações.

Sinais de parto prematuro, causas e possíveis complicações

Principais causas

O parto prematuro tem maior chance de acontecer em mulheres com mais de 35 anos ou menos de 16 anos, está grávida de gêmeos, já teve outro parto prematuro ou quando perde sangue pela vagina no terceiro trimestre de gravidez. Além disso, outras situações que podem causar o trabalho de parto prematuro são:

  • Ruptura prematura da bolsa amniótica;
  • Enfraquecimento do do colo uterino;
  • Infecção pela bactéria Streptococcus agalactiae (estreptococo do grupo B);
  • Descolamento da placenta;
  • Pré-eclampsia;
  • Anemia;
  • Doenças como tuberculose, sífilis, infecção renal;
  • Gravidez de gêmeos;
  • Realização de fertilização in vitro;
  • Malformação fetal;
  • Esforço físico intenso;
  • Uso de drogas ilícitas e bebidas alcoólicas;
  • Presença de mioma no útero.

Além disso, mulheres com histórico de vaginose também têm maior risco de parto prematuro, isso porque algumas bactérias podem liberar toxinas e promover a liberação de citocinas e prostaglandinas que favorecem o trabalho de parto. Alguns alimentos e plantas medicinais também podem promover a contração uterina e estimular o trabalho de parto prematuro e, por isso, são contraindicados durante a gravidez. Confira uma lista de chás que a grávida não deve consumir.

Sinais de parto prematuro, causas e possíveis complicações

Sinais e sintomas de parto prematuro

A mulher pode desconfiar que está entrando em trabalho de parto prematuro quando apresenta alguns sinais e sintomas, como:

  • Contrações uterinas;
  • Pressão no fundo da barriga;
  • Aumento da vontade de urinar;
  • Aumento do corrimento vaginal, que passa a ser gelatinoso e pode ou não conter vestígios de sangue;
  • Dor no fundo das costas;
  • Diarreia, em alguns casos;
  • Cólica intensa.

Dessa forma, se a mulher apresentar esses sintomas antes das 37 semanas de gestação é importante que ligue para o seu obstetra e vá ao hospital para que seja avaliada e possam ser tomadas as medidas necessárias.

Para certificar que existe risco de parto prematuro e decidir o que fazer nesse caso, o médico poderá avaliar a medida do colo uterino através do ultrassom transvaginal e a presença de fibronectina fetal na secreção vaginal.

A medida acima de 30 mm no colo uterino indica um maior risco de parto dentro de 7 dias e as mulheres que apresentam este valor devem ser avaliadas em relação à fibronectina. Se a mulher tiver medidas entre 16 e 30 mm mas a fibronectina fetal negativa tem baixo risco de parto, no entanto, quando a  fibronectina fetal é positiva, há risco de parto em 48 horas.

Sinais de parto prematuro, causas e possíveis complicações

Possíveis complicações

As complicações do parto prematuro estão relacionados com a idade gestacional do bebê ao nascer, podendo haver:

  • Parto prematuro com 23 a 25 semanas: a maior parte dos casos pode desenvolver deficiências graves, como paralisia cerebral, cegueira ou surdez;
  • Parto prematuro com 26 e 27 semanas: alguns casos podem desenvolver deficiências moderadas, como dificuldade visual, falta de controle motor, asma crônica e dificuldade em aprender;
  • Parto prematuro com 29 a 31 semanas: a maior parte dos bebês desenvolvem sem problemas, mas alguns podem apresentar formas leves de paralisia cerebral e problemas visuais;
  • Parto prematuro com 34 a 36 semanas: os bebês prematuros desenvolvem-se de forma semelhante aos que nascem dentro da data prevista, mas têm maiores chances de apresentar problemas de desenvolvimento e aprendizagem.

Geralmente, os bebês de parto prematuro são colocados numa encubadora, uma vez que não são capazes de manter a temperatura do corpo. Assim, este aparelho mantém a temperatura e a umidade semelhantes ao útero, permitindo seu desenvolvimento.

Os bebês com menos de 34 semanas de gestação podem estar ligados a um aparelho para respirar, pois antes das 34 semanas de gestação apresentam falta de surfactante, uma substância que facilita a entrada de ar nos pulmões e por isso podem surgir sinais como cor azulada das unhas e pontas dos dedos, lábios e batimento da asa do nariz.

Além disso, os bebês prematuros tem maior risco de retinopatia, que diminui a capacidade visual, e por isso todos os bebês prematuros precisam usar uma venda nos olhos enquanto estiverem na UTI neonatal. O bebê só é liberado para casa quando atinge 2 kg e quando seus órgãos já estão mais desenvolvidos, de forrma que consiga engolir sem sonda e respirar sem ajuda de aparelhos.

Como evitar o parto prematuro

Para evitar o parto prematuro, o que a grávida pode fazer durante toda a gestação é evitar o excesso de atividade física e seguir todas as orientações do obstetra durante as consultas do pré-natal.

No entanto, se o parto começar antes da hora esperada, o obstetra poderá indicar o uso de medicamentos como os corticoides ou os antagonistas da ocitocina, que podem ser utilizados entre as 25 e 37 semanas de gestação. Estas técnicas para evitar o parto prematuro devem ser feitas em internamento no hospital e aplicadas de acordo com os benefícios para a mãe e o bebê.

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