Os anti-histamínicos são medicamentos que ajudam a controlar os sintomas de alergia ao bloquear a ação da histamina, uma substância envolvida nas reações alérgicas. Podem ser de 1ª ou 2ª geração e costumam ter efeitos diferentes no dia a dia.
Quando a histamina é liberada pelo organismo durante uma reação alérgica, pode provocar sintomas como coceira, espirros, coriza, vermelhidão e inchaço. Ao bloquear sua ação, os anti-histamínicos ajudam a aliviar esses sintomas.
Leia também: Anti-histamínicos: o que são, para que servem e principais tipos tuasaude.com/anti-histaminicosOs anti-histamínicos podem ser usados em diferentes tipos de alergia, como urticária, rinite alérgica ou conjuntivite alérgica. No entanto, o medicamento mais indicado pode variar conforme os sintomas, a idade, a presença de outras doenças e os remédios que a pessoa já utiliza.
Como os anti-histamínicos funcionam
Os anti-histamínicos bloqueiam a ação da histamina, uma substância liberada principalmente pelos mastócitos, células do sistema imunológico que participam das reações alérgicas.
Quando liberada, a histamina se liga a receptores H1 e provoca sintomas como coceira, espirros, coriza, vermelhidão e inchaço. Os anti-histamínicos bloqueiam esses receptores e ajudam a aliviar esses sintomas.
Leia também: 8 sintomas de alergia (pele, alimentar, respiratória e medicamentos) tuasaude.com/sintomas-de-alergiaQual é a diferença entre anti-histamínicos de 1ª e 2ª geração
A principal diferença entre os anti-histamínicos de 1ª e 2ª geração está no risco de causar sonolência e de interferir nas atividades do dia a dia:
Por apresentarem menor potencial de sedação e menor efeito sobre o sistema nervoso central, os anti-histamínicos de 2ª geração são geralmente preferidos para o tratamento de rinite alérgica, conjuntivite alérgica e urticária.
Como o sono causado por anti-histamínicos pode afetar o dia a dia
A sonolência não significa apenas sentir vontade de dormir. Em alguns casos, pode deixar a pessoa menos alerta, mais lenta para reagir e com dificuldade para se concentrar.
Isso pode atrapalhar atividades como:
- Dirigir ou andar de bicicleta;
- Trabalhar ou estudar;
- Operar máquinas ou equipamentos;
- Fazer atividades que exigem atenção;
- Realizar tarefas que dependem de coordenação e respostas rápidas.
Nem sempre a pessoa percebe que está menos alerta. Os anti-histamínicos de 1ª geração podem afetar a atenção e a capacidade de reação mesmo quando o sono não parece intenso.
Por isso, os anti-histamínicos de 2ª geração, como a fexofenadina (princípio ativo do Allegra®), podem ser uma opção para aliviar os sintomas de alergia com menor risco de sonolência e prejuízo à atenção, facilitando a manutenção da rotina durante o dia.
Principais anti-histamínicos de 1ª e 2ª geração
Os principais anti-histamínicos de 1ª e 2ª geração são:
Anti-histamínicos de 1ª geração
Os anti-histamínicos de 1ª geração são medicamentos mais antigos e incluem substâncias como dexclorfeniramina, clorfeniramina, prometazina, hidroxizina e difenidramina.
Como chegam mais facilmente ao cérebro, podem causar sonolência, diminuição do estado de alerta e dificuldade para realizar tarefas que exigem atenção, coordenação e rapidez de reação (desempenho psicomotor).
Além disso, podem causar outros efeitos indesejados, conhecidos como anticolinérgicos, que incluem boca seca, visão turva, prisão de ventre e dificuldade para urinar.
Anti-histamínicos de 2ª geração
Os anti-histamínicos de 2ª geração incluem fexofenadina, loratadina, desloratadina, cetirizina, levocetirizina e ebastina. São opções mais recentes, desenvolvidas para aliviar sintomas de alergia com menor risco de sedação.
Essa geração costuma atuar mais nos receptores H1 periféricos (fora do cérebro), o que explica por que, em geral, causa menos sono e menos prejuízo à atenção que os medicamentos de 1ª geração.
A fexofenadina, princípio ativo do Allegra®, é um anti-histamínico de 2ª geração com baixo potencial de causar sonolência. Por isso, pode aliviar os sintomas de alergia com menor interferência na atenção e nas atividades diárias, em comparação com os anti-histamínicos de 1ª geração.
Leia também: Allegra®: para que serve, como tomar e efeitos colaterais tuasaude.com/allegraPara quais alergias os anti-histamínicos podem ser usados
Os anti-histamínicos podem ser indicados para alergias, como:
- Urticária;
- Rinite alérgica;
- Conjuntivite alérgica;
- Outras manifestações alérgicas, conforme a indicação de cada medicamento.
Os anti-histamínicos ajudam a controlar os sintomas causados pela histamina, mas não substituem o atendimento de emergência em uma reação alérgica grave, especialmente quando há dificuldade para respirar ou inchaço da boca, língua ou garganta.
Por que os anti-histamínicos de 2ª geração são preferidos na urticária?
Os anti-histamínicos de 2ª geração, como a fexofenadina, são preferidos como primeira opção de tratamento para urticária porque aliviam a coceira e os vergões na pele com menor risco de causar sono ou prejudicar a atenção.
Em casos persistentes ou que não melhoram com o tratamento inicial, é necessária avaliação médica para definir o tratamento mais adequado.
Leia também: Urticária: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/urticariaPor que os anti-histamínicos de 2ª geração são preferidos em muitas situações?
Os anti-histamínicos de 2ª geração apresentam algumas características que podem ser vantajosas para o tratamento das alergias durante o dia, como:
- Menor chance de causar sonolência;
- Menor possibilidade de atrapalhar a atenção;
- Menor chance de interferir nas atividades do dia a dia;
- Boa ação contra sintomas alérgicos.
Isso não significa que todos os anti-histamínicos de 2ª geração sejam totalmente livres de sonolência. Algumas pessoas podem sentir sono mesmo com esses medicamentos.
A fexofenadina é um exemplo de anti-histamínico de 2ª geração com baixo potencial de causar sonolência, sendo indicada para aliviar sintomas de rinite alérgica e urticária, com menor interferência no estado de alerta.
Leia também: Fexofenadina: para que serve, como tomar e efeitos colaterais tuasaude.com/fexofenadinaAnti-histamínicos dão sono?
Depende do medicamento. Os anti-histamínicos de 1ª geração têm maior chance de causar sonolência e podem diminuir a atenção e o estado de alerta.
Os de 2ª geração, em geral, causam menos sono. Porém, isso pode variar de acordo com a substância e com a resposta de cada pessoa.
Por isso, é importante consultar a bula e seguir as orientações de um profissional de saúde. Se um medicamento causar sonolência, deve-se ter cuidado especialmente ao dirigir ou realizar atividades que exigem atenção.
Cuidados ao usar antialérgicos
Mesmo sendo medicamentos comuns, os anti-histamínicos devem ser usados com atenção. Algumas medidas importantes incluem:
- Seguir a dose indicada na bula ou pelo profissional de saúde
- Não combinar dois antialérgicos sem orientação
- Não usar bebida alcoólica junto com o medicamento, especialmente se houver risco de sono
- Evitar dirigir ou operar máquinas se sentir sonolência, tontura ou dificuldade de concentração
- Ter atenção especial no uso em crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças renais ou hepáticas.
Também é importante buscar avaliação médica se os sintomas alérgicos forem frequentes, intensos ou não melhorarem.
Em caso de falta de ar, inchaço da língua ou garganta, dificuldade para respirar ou outros sinais de reação alérgica grave, deve-se procurar atendimento médico de emergência imediatamente.
Perguntas frequentes
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Os anti-histamínicos de 1ª geração, como prometazina, difenidramina e dexclorfeniramina, apresentam maior chance de causar sonolência.
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Os de 1ª geração têm maior chance de chegar ao cérebro e causar sono. Os de 2ª geração foram desenvolvidos para ter menor efeito no cérebro e, por isso, geralmente causam menos sonolência.
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Pode dar, mas a sonolência costuma ser menos frequente do que com os medicamentos de 1ª geração. A resposta também pode variar entre as pessoas.
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A fexofenadina é um anti-histamínico de 2ª geração. É usada para aliviar sintomas de rinite alérgica e urticária e apresenta baixo potencial de causar sonolência.
Leia mais: Fexofenadina: para que serve, como tomar e efeitos colaterais