Sensação de areia nos olhos, ardor, vermelhidão e visão embaçada no fim do dia podem ser sinais de olho seco, um problema que tende a ficar mais frequente com o envelhecimento. Ele acontece quando as lágrimas não são produzidas em quantidade suficiente ou evaporam rápido demais, deixando a superfície do olho menos protegida.
O que é olho seco
O olho seco surge quando a lágrima não consegue lubrificar bem a superfície ocular. Isso pode causar ardência, coceira, sensação de areia, vermelhidão e visão embaçada que melhora ao piscar ou descansar os olhos.
Segundo o National Eye Institute, do NIH, a condição pode ocorrer quando os olhos produzem poucas lágrimas ou quando elas evaporam muito rápido. Também é possível entender melhor os sintomas e cuidados na página do Tua Saúde sobre olho seco.

Por que piora depois dos 50
Com o passar dos anos, as glândulas responsáveis pela lágrima e pela camada oleosa que evita sua evaporação podem funcionar com menos eficiência. Por isso, a lubrificação ocular pode ficar mais instável, especialmente em mulheres após a menopausa.
No fim do dia, o desconforto costuma ser mais perceptível porque os olhos já ficaram expostos por horas a telas, luz artificial, ar-condicionado, vento e redução da frequência de piscadas. Isso favorece evaporação da lágrima e sensação de cansaço visual.
O que um estudo científico mostrou
A relação entre idade e sintomas de olho seco aparece em estudos populacionais porque o problema pode afetar a qualidade de vida, a leitura, o uso de telas e até tarefas simples, como dirigir à noite.
Segundo o estudo Prevalence and associations of dry eye syndrome in an older population: the Blue Mountains Eye Study, publicado no Ophthalmology, pesquisadores avaliaram pessoas com 50 anos ou mais e observaram que a síndrome do olho seco era comum nessa faixa etária, reforçando a importância de investigar sintomas frequentes.
Hábitos que podem aliviar
Alguns cuidados diários ajudam a reduzir a evaporação das lágrimas e diminuir a irritação, principalmente quando o desconforto aparece depois de muitas horas de trabalho, leitura ou uso de celular e computador.
- Fazer pausas regulares das telas e lembrar de piscar com mais frequência.
- Evitar vento direto no rosto, ventilador, ar-condicionado forte e ambientes muito secos.
- Manter boa hidratação, quando não houver restrição médica.
- Não usar colírios por conta própria, especialmente os que “clareiam” os olhos.
- Conversar com o oftalmologista sobre lágrimas artificiais adequadas, se necessário.

Quando procurar avaliação
A avaliação com oftalmologista é indicada quando o incômodo é frequente, piora com o tempo ou passa a afetar a visão. Isso ajuda a confirmar se é olho seco, identificar a causa e evitar o uso inadequado de colírios.
- Visão embaçada persistente ou que atrapalha atividades diárias.
- Dor, sensibilidade à luz ou vermelhidão intensa.
- Sensação de areia que volta todos os dias.
- Uso frequente de telas com ardor e irritação ocular.
- Histórico de cirurgia ocular, doenças autoimunes ou uso de medicamentos que ressecam os olhos.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









