O teste de alergia é uma ferramenta diagnóstica essencial para identificar substâncias que desencadeiam reações de hipersensibilidade mediadas pelo sistema imunológico. Por meio da exposição controlada a diferentes alérgenos, o médico consegue determinar se os sintomas do paciente, como rinites ou dermatites, possuem uma causa alérgica específica. Compreender as bases técnicas desses exames permite um tratamento assertivo, reduzindo riscos de anafilaxia e melhorando drasticamente a qualidade de vida de quem sofre com reações crônicas.
O que é o teste de alergia?
O teste de alergia é um procedimento clínico que visa detectar a presença de anticorpos IgE específicos ou a resposta de células T a determinados antígenos. Segundo o estudo exato “Allergy testing: Common questions and answers“ (Maurer et al.), o teste permite diferenciar a alergia verdadeira de intolerâncias não imunológicas, fundamentando a exclusão dietética ou ambiental.
Tecnicamente, o exame avalia a reatividade dos mastócitos na pele ou a concentração de anticorpos no sangue circulante. A acurácia do teste depende da qualidade dos extratos alergênicos utilizados, que devem ser padronizados para garantir que a reação observada seja clinicamente relevante.
Quando o exame é indicado?
A indicação ocorre quando há uma correlação clínica entre a exposição a um agente e o surgimento de sintomas de hipersensibilidade. O estudo exato “Diagnosis of allergy: in vitro and in vivo tests“ aponta que o diagnóstico é crucial para pacientes com asma, rinite ou suspeita de anafilaxia alimentar.
O teste deve ser considerado nas seguintes situações:
Como o teste de pele é realizado?
O método mais comum é o Skin Prick Test, onde pequenas quantidades de alérgenos são introduzidas na epiderme. O estudo “Standardization of skin prick testing: sensitization patterns of inhalant allergens in Europe“ estabelece que a formação de uma pápula maior ou igual a 3 mm, após 15 minutos, indica uma reação positiva de hipersensibilidade imediata.
Para alergias de contato, como a metais ou cosméticos, utiliza-se o Patch Test, onde adesivos permanecem no dorso do paciente por 48 a 72 horas. Os painéis de teste devem seguir protocolos rígidos de concentração para evitar reações irritativas falso-positivas, garantindo que a resposta observada seja de fato uma alergia tardia mediada por células.
O teste de sangue é confiável?
O teste de sangue, ou dosagem de IgE específica (antigamente chamado de RAST), é altamente confiável e seguro para identificar a sensibilização alérgica. O estudo exato “Comparison of skin-prick test and specific serum IgE determination for the diagnosis of latex allergy“ demonstra que o exame de sangue é uma alternativa técnica vital para pacientes com doenças de pele graves ou em uso de anti-histamínicos.
Diferente do teste cutâneo, o exame laboratorial não oferece risco de anafilaxia ao paciente, pois o contato com o alérgeno ocorre in vitro. A interpretação técnica desses resultados deve ser feita por um especialista, correlacionando os níveis de anticorpos encontrados com o histórico clínico do paciente para evitar diagnósticos equivocados de alergia alimentar.

Como interpretar os resultados obtidos?
Um resultado positivo indica sensibilização, mas não necessariamente uma alergia clínica; a interpretação técnica exige que o sintoma ocorra no mundo real após a exposição. Valores elevados de IgE aumentam a probabilidade de reação, mas o histórico do paciente é o “padrão-ouro”.
Em casos complexos de alergia alimentar, pode ser indicado o Teste de Provocação Oral (TPO), realizado sob rigorosa supervisão médica em ambiente hospitalar. Esse procedimento é considerado a prova definitiva para confirmar se o organismo reage ou tolera a substância, sendo o passo final após os testes de triagem cutânea e sanguínea apresentarem resultados inconclusivos.
Nota: É indispensável buscar orientação médica profissional para realizar os testes de forma segura e obter um plano terapêutico personalizado para sua condição.









