A deficiência de magnésio pode passar despercebida porque nem sempre começa com sintomas intensos. Embora as cãibras sejam um sinal conhecido, o problema também pode causar cansaço, fraqueza, tremores, formigamento e alterações nos batimentos cardíacos, especialmente quando os níveis ficam muito baixos.
Por que o magnésio é tão importante
O magnésio participa do funcionamento dos músculos, nervos, ossos, pressão arterial e controle do açúcar no sangue. Por isso, quando há queda persistente desse mineral, diferentes partes do corpo podem ser afetadas.
A deficiência de magnésio pode ter relação com baixa ingestão alimentar, perdas intestinais, uso de alguns medicamentos ou maior eliminação pela urina. Idosos, pessoas com diabetes tipo 2, doenças intestinais ou consumo excessivo de álcool precisam de atenção extra.

Sinais além das cãibras
De acordo com o NIH Office of Dietary Supplements, a falta de magnésio pode começar com sintomas pouco específicos, o que facilita a confusão com estresse, má alimentação ou cansaço comum.
- Fadiga e fraqueza, mesmo após repouso.
- Náuseas, vômitos ou perda de apetite.
- Cãibras, espasmos e tremores musculares.
- Formigamento, dormência ou sensação de agulhadas.
- Batimentos cardíacos irregulares em casos mais importantes.
O que um estudo científico aponta
Segundo a revisão científica Magnesium: The Forgotten Electrolyte—A Review on Hypomagnesemia, publicada na revista Medical Sciences, a hipomagnesemia pode ter manifestações neuromusculares, cardiovasculares e metabólicas, indo de fraqueza e tremores a arritmias em situações graves.
Essa revisão reforça que o magnésio costuma ser um eletrólito “esquecido” na prática clínica, porque os sinais podem ser vagos até a deficiência ficar mais evidente. Por isso, sintomas persistentes devem ser avaliados, em vez de tratados apenas com suplementos por conta própria.
Quem tem maior risco
Algumas situações aumentam a chance de magnésio baixo porque reduzem a absorção ou aumentam a perda do mineral pelo organismo. O risco também cresce quando vários fatores se acumulam.
- Doenças intestinais, como doença celíaca, Crohn ou diarreia crônica.
- Uso prolongado de diuréticos ou remédios para refluxo, quando indicado pelo médico.
- Diabetes tipo 2, especialmente com controle inadequado.
- Consumo frequente e excessivo de bebidas alcoólicas.
- Idade avançada e alimentação pobre em sementes, legumes, grãos integrais e verduras.

Quando investigar e como corrigir
A investigação é indicada quando os sintomas são frequentes, pioram com o tempo ou aparecem junto com palpitações, fraqueza intensa, formigamento persistente ou histórico de doenças intestinais e uso contínuo de medicamentos. O médico pode solicitar exames e avaliar também cálcio e potássio.
Na maioria dos casos leves, a melhora começa pela alimentação, com sementes, castanhas, feijão, aveia, espinafre e outros alimentos ricos no mineral. Veja também mais detalhes sobre magnésio baixo e quando procurar orientação.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









