A tendinite no punho é uma inflamação dos tendões que se manifesta com dor localizada, inchaço e limitação de movimentos, muitas vezes começando de forma discreta e evoluindo para incapacidade funcional. Reconhecer os sinais logo no início é decisivo para evitar cronificação, especialmente em quem passa horas no celular, cuida de bebês no colo ou realiza movimentos repetitivos com as mãos ao longo do dia.
Quais são os principais sintomas da tendinite no punho?
Os sinais mais frequentes incluem dor ao movimentar o polegar, inchaço na lateral do punho (próximo à base do dedão) e sensação de estalido ou travamento durante gestos simples. Muitos pacientes relatam desconforto ao acordar e piora ao longo do dia com o uso da mão.
A dor costuma irradiar para o antebraço e se intensifica em tarefas como torcer panos, girar chaves, abrir potes ou digitar no celular por muito tempo. Quando esses sintomas persistem por mais de uma semana, a avaliação com ortopedista especializado em mão torna-se indispensável.
O que é a tenossinovite de De Quervain?
A tenossinovite de De Quervain é uma forma específica de tendinite que atinge os tendões responsáveis pelo movimento do polegar, no primeiro compartimento extensor do punho. Ela provoca dor intensa na região do processo estiloide do rádio e é confirmada clinicamente pelo teste de Finkelstein.
Essa condição tornou-se cada vez mais comum entre pessoas que usam intensamente o celular, mães que sustentam bebês no colo por longos períodos e profissionais que executam pinça repetitiva com o polegar. Sem tratamento, pode evoluir para dor crônica e perda de força, prejudicando a rotina. Vale diferenciá-la de outras causas de dor no punho, como síndrome do túnel do carpo e artrite.

Quais sinais exigem avaliação médica imediata?
Alguns sintomas indicam que a inflamação avançou e precisa de atendimento sem demora. Estar atento a eles ajuda a evitar sequelas funcionais e reduz o tempo de recuperação.
- Dor ao movimentar o polegar que persiste por mais de sete dias, mesmo em repouso
- Inchaço visível na lateral do punho, com vermelhidão ou calor local
- Dificuldade em torcer panos, girar chaves ou segurar objetos leves
- Sensação de estalido, crepitação ou travamento do dedão
- Perda de força na pinça entre polegar e indicador
- Formigamento que se estende para o antebraço
Como um estudo científico confirma a relação com o uso do celular?
A associação entre o uso excessivo do smartphone e a tenossinovite de De Quervain tem sido cada vez mais documentada por pesquisas de qualidade. Segundo o estudo transversal Problematic smartphone use is associated with de Quervain’s tenosynovitis symptomatology among young adults, publicado na revista Musculoskeletal Science and Practice, 53% dos jovens adultos avaliados apresentaram teste de Finkelstein positivo, com maior prevalência entre os que faziam uso problemático do celular.
Os autores concluem que o tempo prolongado de tela e a repetição do movimento do polegar são fatores diretamente ligados ao surgimento dos sintomas. Isso reforça a importância de ajustar hábitos digitais e reconhecer que sintomas de tendinite podem surgir mesmo em pessoas jovens e sem histórico de trauma.

Quais hábitos ajudam a prevenir a tendinite no punho?
Pequenas mudanças na rotina reduzem significativamente a sobrecarga dos tendões do polegar e do punho. A prevenção envolve consciência corporal e pausas regulares durante atividades repetitivas.
- Fazer pausas de cinco minutos a cada hora de uso do celular ou teclado
- Alternar as mãos ao segurar o bebê e apoiar o corpo dele no antebraço, não apenas no punho
- Digitar com os dois polegares ou usar o dedo indicador para reduzir a sobrecarga
- Realizar alongamentos suaves de punho e dedos ao longo do dia
- Fortalecer a musculatura do antebraço com exercícios para tendinite no punho orientados por profissional
- Aplicar gelo por 15 minutos após esforço prolongado, caso perceba desconforto
Se os sintomas persistirem, procure um ortopedista especializado em cirurgia da mão para diagnóstico preciso e tratamento individualizado, que pode incluir imobilização, fisioterapia, anti-inflamatórios ou infiltração com corticoide.
Este conteúdo tem caráter meramente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizado por um profissional de saúde qualificado. Diante de qualquer sintoma persistente, consulte um médico.









