Unhas que quebram, lascam e descamam com facilidade, mas não causam dor nem coceira, costumam ser tratadas como um problema apenas estético. Só que essa fragilidade silenciosa pode indicar deficiências nutricionais que avançam devagar, sem sinais chamativos, especialmente de biotina, ferro, zinco e proteínas envolvidas na formação da queratina. Como as unhas crescem cerca de três milímetros por mês, elas funcionam como um verdadeiro registro do que o organismo recebeu nas semanas anteriores. Entender essa relação ajuda a identificar cedo o problema e agir antes que outros sintomas apareçam.
Por que as unhas quebram e descamam com tanta facilidade?
As unhas são formadas por camadas de queratina, uma proteína produzida na matriz ungueal a partir de nutrientes que chegam pelo sangue. Quando o aporte de biotina, ferro, zinco ou vitaminas do complexo B fica reduzido, essa estrutura sai mais fina e propensa a lascar.
Fatores externos também contribuem, como contato frequente com água, uso de esmaltes com formol, acetona em removedores, detergentes e traumas repetidos. Ainda assim, quando a fragilidade persiste mesmo com cuidados externos, vale investigar causas internas para descartar quadros como unhas fracas por deficiência nutricional.
Como a deficiência de nutrientes afeta as unhas?
A biotina, também conhecida como vitamina B7, é uma peça central na produção de queratina. Quando os níveis estão baixos, a lâmina ungueal fica mais fina e quebra com facilidade, mesmo sem dor ou coceira.
O ferro tem papel igualmente importante, já que participa da oxigenação dos tecidos e do metabolismo celular. Sua deficiência costuma acompanhar quadros de anemia, com cansaço, palidez e queda de cabelo, e é uma das causas mais frequentes de fragilidade ungueal, especialmente em mulheres em idade fértil.

O que diz um estudo científico sobre biotina e unhas frágeis?
A relação entre biotina e unhas quebradiças é investigada há décadas na dermatologia, com resultados observados por microscopia eletrônica. Segundo o estudo Treatment of brittle fingernails and onychoschizia with biotin scanning electron microscopy, publicado no Journal of the American Academy of Dermatology, pacientes com unhas frágeis que receberam suplementação oral de biotina apresentaram aumento de aproximadamente 25% na espessura da lâmina ungueal, além de redução do descamamento.
Os autores destacam que a resposta é mais consistente em quem realmente apresenta unhas quebradiças, e não como prática estética generalizada. A avaliação médica é indispensável antes de iniciar qualquer suplemento por conta própria.
Quais alimentos ajudam a fortalecer as unhas?
Como as unhas dependem de vários nutrientes ao mesmo tempo, montar um prato variado costuma ser mais eficaz do que apostar em um único alimento. Confira as principais fontes para incluir na rotina:
- Ovos: fornecem biotina, proteínas e vitaminas do complexo B.
- Carnes vermelhas magras e fígado: ricos em ferro de alta absorção e zinco.
- Frango e peixes: proteínas de alto valor biológico para produção de queratina.
- Feijão, lentilha e grão-de-bico: fontes vegetais de ferro e proteína.
- Oleaginosas, como castanhas, amêndoas e nozes, com biotina e zinco.
- Vegetais verde-escuros, como espinafre, couve e rúcula, para ferro e vitaminas do complexo B.
- Frutas cítricas, como laranja, limão e acerola, que aumentam a absorção do ferro vegetal.

Quando é hora de procurar avaliação médica?
Nem toda unha quebradiça sinaliza deficiência nutricional, mas alguns padrões merecem atenção especial. Vale procurar um profissional se você notar:
- Fragilidade persistente por mais de 6 meses, mesmo com cuidados externos.
- Unhas muito finas, com descamação em camadas e crescimento muito lento.
- Manchas, sulcos profundos, mudanças no formato ou faixas escuras longitudinais.
- Descolamento da unha do leito sem trauma aparente.
- Sintomas associados, como cansaço, queda de cabelo, pele seca e palidez.
- Alimentação restritiva, dietas com muita restrição ou sintomas de má absorção intestinal.
Cuidados externos como uso de luvas para tarefas domésticas, hidratação das cutículas e pausas no uso de esmaltes ajudam a preservar as unhas no dia a dia. Ainda assim, quando a fragilidade persiste, é importante procurar um médico ou dermatologista para investigar as causas internas por meio de exames laboratoriais e definir o tratamento mais adequado, evitando a automedicação com suplementos vitamínicos.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizado por um profissional de saúde qualificado.









