O bruxismo do sono pode ser percebido por dor ou cansaço na mandíbula ao acordar, dor de cabeça nas têmporas, dentes sensíveis e desgaste do esmalte. Como o apertamento e o ranger acontecem enquanto a pessoa dorme, muitas vezes o primeiro alerta vem de alguém que ouve o barulho ou do dentista durante uma consulta. O tratamento busca proteger os dentes, reduzir a sobrecarga muscular e investigar fatores associados, como estresse, sono ruim, medicamentos e distúrbios respiratórios.
Quais sinais ajudam a reconhecer o bruxismo do sono?
O bruxismo é uma atividade dos músculos da mastigação que pode envolver apertar ou ranger os dentes e movimentar ou sustentar a mandíbula com força durante o sono. Nem todas as pessoas produzem ruídos, por isso a ausência do som não descarta o problema.
A suspeita aumenta quando a pessoa acorda com músculos do rosto cansados, dor perto das têmporas, rigidez para abrir a boca ou dor na mandíbula. Dentes achatados, lascados, trincados ou mais sensíveis, restaurações quebradas e marcas na língua ou na parte interna das bochechas também podem aparecer.
Revisão mostra os limites da placa oclusal
Segundo a revisão sistemática The efficacy of occlusal splints in the treatment of bruxism, publicada no Journal of Dentistry, ainda não existem evidências suficientes para afirmar que a placa oclusal reduz o bruxismo melhor do que todas as outras abordagens ou do que a ausência de tratamento.
Isso não significa que a placa seja inútil. Quando confeccionada e ajustada pelo dentista, ela pode separar as arcadas, distribuir as forças e proteger dentes e restaurações do desgaste. Entretanto, não elimina necessariamente a atividade muscular durante o sono, e modelos comprados sem avaliação podem encaixar mal, aumentar o desconforto ou alterar a mordida.

Como o dentista confirma o diagnóstico?
A avaliação costuma combinar o relato dos sintomas com o exame da boca e dos músculos:
- perguntas sobre dor ao acordar, qualidade do sono, estresse e ruídos durante a noite;
- observação de desgaste, trincas, sensibilidade e danos em restaurações;
- palpação dos músculos da mandíbula e das têmporas para verificar dor e tensão;
- avaliação da abertura da boca, da mordida e da articulação temporomandibular;
- investigação de medicamentos, consumo de cafeína, álcool e tabaco;
- polissonografia com eletromiografia em casos selecionados, especialmente quando o diagnóstico é incerto ou há suspeita de outro distúrbio do sono.
O que pode ser feito para tratar?
O plano depende dos danos encontrados, da intensidade da dor e dos fatores associados:
- usar placa oclusal personalizada pelo período orientado pelo dentista;
- aplicar compressa morna e realizar exercícios ou fisioterapia quando houver tensão muscular;
- manter horários regulares para dormir e reduzir cafeína e álcool no fim do dia;
- adotar técnicas de relaxamento ou psicoterapia quando estresse e ansiedade agravarem os sintomas;
- evitar mascar chiclete, roer unhas e morder objetos, que aumentam a carga sobre a mandíbula;
- revisar medicamentos que possam favorecer o apertamento, sem interrompê-los por conta própria;
- investigar ronco, pausas respiratórias e sonolência diurna, que podem indicar apneia do sono.

Quando é necessário procurar atendimento?
Procure um dentista quando a dor matinal se repetir, houver sensibilidade dentária persistente, dentes lascados ou dificuldade para abrir a boca. Estalos e travamentos podem sugerir também disfunção temporomandibular, que pode coexistir com o bruxismo, mas não é a mesma condição.
A avaliação médica do sono é importante quando existem ronco alto, engasgos noturnos, pausas na respiração, insônia ou sonolência intensa durante o dia. Também é necessário procurar atendimento rapidamente diante de inchaço facial, febre, trauma, dor muito intensa ou dificuldade súbita para movimentar a mandíbula.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui avaliação médica ou odontológica. Procure orientação profissional para confirmar a causa dos sintomas, escolher a placa adequada e definir um tratamento seguro para o bruxismo do sono.









