A queda de cabelo acompanhada de cansaço persistente pode ter várias causas, mas uma delas merece atenção especial: o ferro baixo. Quando o corpo tem pouco ferro disponível, a produção de hemoglobina e o transporte de oxigênio podem ser prejudicados, favorecendo fadiga, fraqueza e queda difusa dos fios.
Por que o ferro baixo causa cansaço
O ferro participa da formação da hemoglobina, proteína presente nos glóbulos vermelhos que leva oxigênio aos tecidos. Quando os estoques caem, o corpo pode ter menos energia para atividades simples, causando cansaço, tontura, falta de ar aos esforços e palpitações.
Segundo o NIH Office of Dietary Supplements, a deficiência de ferro pode provocar fadiga, fraqueza, dificuldade de concentração e redução da imunidade, especialmente quando evolui para anemia por deficiência de ferro.
Quando a queda de cabelo entra na investigação
A queda relacionada a carências nutricionais costuma ser mais difusa, com fios caindo em maior quantidade no banho, ao pentear ou no travesseiro. Ela pode aparecer após meses de estoques baixos, dietas restritivas, menstruação intensa ou períodos de maior demanda do organismo.
- Queda aumentada por mais de 6 a 8 semanas;
- Cansaço, palidez, tontura ou falta de ar;
- Unhas fracas, quebradiças ou em formato de colher;
- Menstruação muito intensa ou sangramentos frequentes;
- Dieta com pouco consumo de carnes, feijões, ovos e vegetais verde-escuros;
- Histórico de cirurgia bariátrica, gastrite ou doença intestinal.

O que um estudo científico mostrou
Segundo o estudo Serum Ferritin and Vitamin D in Female Hair Loss: Do They Play a Role?, publicado na revista Skin Pharmacology and Physiology, mulheres com eflúvio telógeno crônico ou queda de cabelo de padrão feminino apresentaram níveis médios de ferritina mais baixos do que mulheres sem queda.
Esse achado não significa que toda queda de cabelo seja causada por ferro baixo. Porém, reforça que a ferritina, exame que avalia os estoques de ferro, pode fazer parte da investigação quando a queda é persistente, difusa ou acompanhada de sintomas como cansaço e fraqueza.
Exames e nutrientes que podem ser avaliados
Antes de usar suplementos, o ideal é confirmar se existe deficiência e entender a causa. Tomar ferro sem necessidade pode provocar efeitos colaterais e, em algumas pessoas, excesso de ferro no organismo.
- Hemograma, para avaliar anemia;
- Ferritina, ferro sérico e saturação de transferrina;
- Vitamina B12 e folato;
- Vitamina D e zinco, quando indicado;
- TSH, para investigar alterações da tireoide;
- Avaliação de sangramentos menstruais ou digestivos.

Como repor com segurança
Quando há ferro baixo, o tratamento pode incluir ajustes na alimentação e suplemento oral, sempre conforme orientação profissional. Carnes, vísceras, peixes, feijão, lentilha, grão-de-bico, espinafre e sementes podem ajudar, especialmente quando combinados com fontes de vitamina C.
Evite começar ferro por conta própria, principalmente em doses altas. A escolha do tipo, da dose e do tempo de uso depende dos exames, da tolerância digestiva e da causa da deficiência, que também precisa ser tratada para evitar recaídas.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico ou nutricionista.









