Unhas que lascam, descamam ou quebram com facilidade são frequentemente vistas como um problema apenas estético, mas funcionam como um registro do que acontece dentro do organismo ao longo de semanas. A unha é formada por queratina, proteína que depende de nutrientes como ferro, zinco, biotina e vitaminas do complexo B para se manter firme. Quando esses elementos estão em falta, surgem alterações visíveis que podem indicar carências nutricionais e merecem investigação médica.
Por que as unhas refletem a saúde do corpo?
A unha cresce cerca de 3 milímetros por mês e sua estrutura depende do aporte constante de nutrientes na corrente sanguínea. Quando algum mineral ou vitamina está em falta, a matriz ungueal produz uma lâmina mais fina, com tendência a descamar e quebrar.
Isso faz das unhas uma espécie de histórico nutricional do organismo, capaz de indicar deficiências antes mesmo que outros sintomas se tornem evidentes. Observar pequenas alterações no aspecto delas pode ajudar a identificar problemas precocemente, como nos casos de unhas fracas persistentes.
Quais nutrientes mais influenciam a saúde das unhas?
Algumas deficiências são especialmente conhecidas por afetar diretamente a estrutura ungueal. A falta de ferro reduz a oxigenação da matriz da unha, enquanto a baixa de biotina compromete a produção de queratina.
Zinco, vitamina C e proteínas também participam dessa formação, e cardápios pobres ou restritivos podem comprometer a oferta desses nutrientes essenciais ao longo do tempo.

Que sinais nas unhas merecem atenção?
Algumas alterações são pistas valiosas para identificar o tipo de deficiência envolvida. Observar o padrão e a frequência desses sinais ajuda a direcionar a investigação clínica.
Entre os principais sinais que podem indicar carência nutricional estão:

O que diz a ciência sobre nutrientes e unhas?
A relação entre nutrientes e saúde ungueal vem sendo investigada há décadas pela dermatologia. Segundo o estudo Treatment of brittle fingernails and onychoschizia with biotin: scanning electron microscopy, publicado no periódico Journal of the American Academy of Dermatology e indexado no PubMed, pacientes com unhas quebradiças que receberam suplementação de biotina apresentaram aumento de 25% na espessura das unhas, redução da descamação e melhora na organização celular da superfície ungueal.
A pesquisa reforça que a fragilidade ungueal persistente pode ter origem nutricional e responder bem à correção da deficiência, sempre com avaliação profissional. A suplementação por conta própria não é indicada, pois doses elevadas podem interferir em exames laboratoriais e mascarar outras condições.
Quando procurar avaliação médica?
Quando a fragilidade persiste por mais de três meses, vem acompanhada de outros sintomas ou não melhora com cuidados externos, é fundamental investigar a causa por meio de exames de sangue. Hemograma, ferritina, zinco, vitamina D e dosagem de TSH ajudam a identificar deficiências nutricionais e disfunções da tireoide, sendo a anemia ferropriva uma das causas mais frequentes.
O dermatologista, clínico geral ou nutricionista são os profissionais indicados para avaliar o caso e orientar o tratamento, que pode envolver mudanças na alimentação, suplementação direcionada e cuidados específicos com as unhas. Reconhecer esses sinais é o primeiro passo para tratar a causa real da fragilidade, e não apenas o sintoma estético.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizados por um profissional de saúde qualificado. Em caso de dúvidas, procure orientação médica.









