A vitamina D é essencial para a saúde dos ossos, do sistema imunológico e do funcionamento muscular, mas alcançar níveis adequados nem sempre é simples, nem mesmo nos meses mais ensolarados. Cerca de 80% a 90% dessa vitamina é produzida pela pele em contato com a luz solar, enquanto apenas uma pequena parte vem da alimentação. Mesmo no verão, fatores como uso de protetor solar, vida em ambientes fechados e tom de pele podem dificultar a síntese natural. A seguir, entenda quando o sol basta e em que situações a suplementação é necessária.
Por que a deficiência de vitamina D é tão comum?
Mais de 1 bilhão de pessoas no mundo apresentam algum grau de deficiência de vitamina D, segundo dados internacionais. O estilo de vida moderno, com longas jornadas em ambientes fechados e uso constante de filtros solares, reduz drasticamente a produção natural desse nutriente.
Outros fatores que aumentam o risco incluem pele mais escura, idade avançada, obesidade, baixa ingestão de alimentos fontes e uso prolongado de certos medicamentos, como anticonvulsivantes e corticoides.
Quanto tempo de sol é necessário para produzir vitamina D?
A exposição solar é a forma mais eficiente e natural de obter vitamina D. No entanto, o tempo necessário varia conforme o tom de pele, a hora do dia e a estação do ano, sendo importante equilibrar a síntese da vitamina com a prevenção de câncer de pele.
De modo geral, a recomendação é de 15 a 20 minutos diários, com braços e pernas expostos, preferencialmente entre 10h e 15h, quando os raios UVB são mais intensos. Saiba mais sobre o melhor horário para tomar sol e produzir vitamina D de forma segura.

Quando os suplementos passam a ser indicados?
Existem situações em que apenas a exposição solar não é suficiente, mesmo no verão. Nesses casos, a suplementação se torna necessária para corrigir a deficiência e manter os níveis adequados no organismo, sempre com orientação profissional.
Os grupos que costumam precisar de suplementação incluem:

A reposição de vitamina D deve ser feita com doses individualizadas, conforme exame de sangue 25(OH)D.
Como um estudo científico explica o papel da vitamina D?
A relação entre a deficiência de vitamina D e o aumento do risco de diversas doenças é amplamente documentada pela literatura científica. Uma revisão narrativa recente reúne evidências sobre mecanismos e efeitos da suplementação em diferentes condições clínicas.
Segundo a revisão The Role of Vitamin D in Health and Disease A Narrative Review on the Mechanisms Linking Vitamin D with Disease and the Effects of Supplementation, publicada na revista Drugs em 2023 e indexada na PubMed, a deficiência de vitamina D está associada a maior risco de infecções, diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares, condições autoimunes e distúrbios neurodegenerativos. Os autores destacam que manter níveis adequados por meio da exposição solar e da alimentação continua sendo a estratégia preferencial, com a suplementação reservada a casos de deficiência confirmada.
Sol ou suplemento qual a melhor escolha no verão?
No verão, o sol costuma ser suficiente para a maioria das pessoas saudáveis, desde que a exposição seja regular e adequada ao tipo de pele. Combinar 15 a 20 minutos de sol diários com uma alimentação variada, rica em peixes, ovos e cogumelos, ajuda a manter os níveis estáveis.
Para potencializar a absorção, vale incluir uma dieta rica em cálcio, já que esse mineral atua em conjunto com a vitamina D na saúde óssea. A suplementação só deve ser iniciada após exame de sangue, pois o excesso de vitamina D pode causar acúmulo de cálcio e problemas renais.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizados por um profissional de saúde qualificado.









