As unhas funcionam como uma janela para a saúde do organismo. Alterações na cor, no formato, na textura ou na resistência podem refletir desde hábitos do dia a dia até deficiências nutricionais e doenças sistêmicas. Saber identificar o que é considerado normal e reconhecer sinais que merecem investigação ajuda a perceber, de forma simples e precoce, quando o corpo está pedindo atenção.
Como são as unhas saudáveis?
Unhas saudáveis costumam ter coloração rosada uniforme, superfície lisa, sem manchas marcantes, e crescem cerca de 3 milímetros por mês nas mãos e 1 milímetro nos pés. A lúnula, aquela meia-lua esbranquiçada na base, é uma estrutura natural e nem sempre aparece em todos os dedos.
Pequenas variações são esperadas e podem estar relacionadas ao envelhecimento, ao clima ou ao uso de produtos químicos. Manter uma boa alimentação saudável e hidratação contribui diretamente para a resistência e o brilho das unhas.
O que a cor das unhas pode revelar?
Mudanças na coloração estão entre os sinais mais visíveis e costumam indicar alterações localizadas ou sistêmicas. Avaliar todas as unhas em conjunto, e não apenas uma, ajuda a entender se a mudança é pontual ou generalizada.
As variações mais comuns incluem:

Como estudo científico relaciona unhas a doenças sistêmicas?
A observação das unhas é considerada uma ferramenta diagnóstica complementar valiosa na prática clínica. Segundo a revisão Nail Abnormalities Clues to Systemic Disease, publicada na revista American Family Physician, alterações específicas podem sinalizar condições como doenças pulmonares, hepáticas, renais, tireoidianas e cardiovasculares antes mesmo do aparecimento de outros sintomas.
Os autores destacam que sinais como o baqueteamento digital, as linhas de Beau, a coiloníquia e as linhas de Muehrcke devem ser interpretados em conjunto com o quadro clínico, reforçando a importância da avaliação por um profissional para confirmar a origem das alterações.

Quando a textura e o formato indicam problemas?
Unhas que descamam, se quebram com facilidade ou apresentam sulcos não devem ser tratadas apenas como uma questão estética. Essas mudanças podem refletir deficiências nutricionais, contato frequente com produtos químicos ou alterações hormonais.
Alguns sinais merecem atenção especial:
- Unhas em forma de colher (coiloníquia): possível anemia ferropriva
- Linhas transversais (linhas de Beau): indicam interrupção do crescimento por doença ou estresse
- Unhas muito frágeis e quebradiças: deficiência de biotina, zinco ou problemas de tireoide
- Descolamento do leito (onicólise): psoríase, hipertireoidismo ou infecções fúngicas
- Baqueteamento digital: doenças pulmonares ou cardíacas crônicas
- Pequenas depressões (pitting): psoríase ungueal ou alopecia areata
Quando procurar avaliação médica?
Pequenas alterações pontuais, ligadas a esmaltes, traumas ou mudanças de estação, costumam se resolver sozinhas. Já mudanças persistentes, que surgem sem causa aparente ou se ampliam com o tempo, devem ser investigadas por um dermatologista ou clínico geral.
Procure atendimento ao notar faixas escuras que aumentam, deformidades em várias unhas ao mesmo tempo, dor, inchaço, sangramento ou alterações que surgem junto a sintomas como cansaço, queda de cabelo e mudanças de peso. Esses sinais podem ser a primeira pista de uma condição sistêmica que precisa de tratamento.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação de um médico. Procure sempre orientação profissional qualificada para diagnóstico e tratamento individualizado.









