A Candida auris é um fungo resistente que preocupa a saúde pública porque pode se espalhar em hospitais e atingir pessoas já fragilizadas. Em pacientes internados, febre persistente, calafrios e piora sem explicação não devem ser ignorados, especialmente quando não há melhora com antibióticos.
Por que a Candida auris preocupa hospitais
A Candida auris pode causar infecções invasivas, como infecção no sangue, e também pode colonizar a pele sem provocar sintomas. Mesmo sem sinais aparentes, uma pessoa colonizada pode ajudar a espalhar o fungo no ambiente hospitalar.
Segundo o CDC, foram registrados 6.304 casos clínicos de Candida auris nos Estados Unidos em 2024. O órgão destaca que o fungo pode ser multirresistente, causar doença grave e se transmitir com facilidade em serviços de saúde.
Febre persistente e outros sinais de alerta
Os sintomas da Candida auris não são específicos e dependem do local da infecção. Por isso, a febre persistente em pessoas hospitalizadas precisa ser investigada, principalmente quando há cateter, ventilação mecânica ou internação prolongada.
- Febre que não melhora ou volta repetidamente.
- Calafrios sem causa clara.
- Piora do estado geral durante a internação.
- Sinais de infecção no sangue, feridas, urina ou abdômen.
- Uso recente de antibióticos ou antifúngicos de amplo espectro.

O que um estudo científico mostrou
A capacidade da Candida auris de surgir em diferentes regiões e resistir a tratamentos foi descrita em pesquisas que ajudaram a explicar por que esse fungo exige vigilância hospitalar. O alerta não é para pânico, mas para diagnóstico correto e controle rápido.
Segundo o estudo Simultaneous Emergence of Multidrug-Resistant Candida auris on 3 Continents Confirmed by Whole-Genome Sequencing and Epidemiological Analyses, publicado na Clinical Infectious Diseases, a Candida auris foi identificada como um patógeno associado a serviços de saúde, com opções de tratamento limitadas devido à resistência antifúngica.
Quem tem maior risco
A Candida auris não costuma ameaçar pessoas saudáveis no dia a dia. O risco é maior em pacientes debilitados, com muitas intervenções médicas ou expostos por mais tempo a ambientes hospitalares.
- Pessoas internadas por longos períodos.
- Pacientes em UTI ou com imunidade baixa.
- Quem usa cateter venoso central, sonda ou ventilador.
- Pessoas que passaram por cirurgias recentes.
- Pacientes que usaram muitos antibióticos ou antifúngicos.

Como reduzir a transmissão
A prevenção depende de medidas rígidas dentro dos serviços de saúde, como identificação laboratorial correta, higiene das mãos, limpeza de superfícies, uso adequado de luvas e aventais, além de precauções para pacientes colonizados ou infectados.
Familiares devem seguir as orientações da equipe hospitalar antes e depois das visitas. Para entender melhor infecções por fungos do gênero Candida, veja também o conteúdo sobre candidíase, lembrando que a Candida auris exige atenção especializada em ambiente de saúde.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









