Sentir sono ao volante, cochilar sem perceber durante o dia ou acordar cansado mesmo após muitas horas na cama nem sempre é apenas falta de sono. Esses sinais podem indicar apneia do sono, especialmente quando vêm junto de ronco alto, pausas na respiração ou engasgos durante a noite.
Por que não é só cansaço
Na apneia obstrutiva, a garganta relaxa durante o sono e bloqueia parcialmente ou totalmente a passagem de ar. Isso provoca pequenas quedas de oxigênio e despertares breves, muitas vezes imperceptíveis.
De acordo com a MedlinePlus, do NIH, a apneia do sono pode causar ronco alto, pausas respiratórias, sonolência durante o dia, dor de cabeça pela manhã, irritabilidade e dificuldade de concentração.
O que o estudo científico mostrou
Segundo a revisão sistemática Systematic review of motor vehicle crash risk in persons with sleep apnea, publicada no Journal of Clinical Sleep Medicine, motoristas não profissionais com apneia do sono tiveram risco aumentado de envolvimento em acidentes de trânsito.
A revisão analisou 40 estudos e observou que muitos apontavam risco de acidente 2 a 3 vezes maior em pessoas com apneia. O tratamento adequado, especialmente quando seguido corretamente, foi associado à melhora do desempenho ao dirigir.

Sinais que merecem investigação
A sonolência excessiva pode aparecer antes de a pessoa reconhecer que dorme mal. Alguns sinais devem acender o alerta:
- cochilos involuntários durante o trabalho, leitura ou TV;
- sono ao dirigir, principalmente em trajetos monótonos;
- ronco alto e frequente;
- pausas na respiração observadas por outra pessoa;
- engasgos, sufocamento ou despertares bruscos à noite;
- dor de cabeça ao acordar e sensação de sono não reparador.
Quem tem maior risco
A apneia do sono pode afetar qualquer pessoa, mas é mais comum quando há fatores que estreitam a via aérea ou favorecem seu colapso durante o sono.
- excesso de peso ou aumento da circunferência do pescoço;
- pressão alta ou diabetes tipo 2;
- uso de álcool ou sedativos à noite;
- histórico familiar de apneia;
- obstrução nasal, amígdalas aumentadas ou alterações anatômicas;
- maior idade, embora também possa ocorrer em jovens.

Como confirmar e tratar
O diagnóstico costuma ser feito com polissonografia ou exames domiciliares do sono, conforme avaliação médica. Esses testes medem respiração, oxigenação, frequência cardíaca, ronco e interrupções do sono.
O tratamento pode incluir perda de peso quando indicada, evitar álcool à noite, dormir de lado, aparelhos intraorais, cirurgia em casos selecionados e CPAP, equipamento que mantém a via aérea aberta durante o sono. Para entender melhor sintomas e opções de cuidado, veja também o conteúdo do Tua Saúde sobre apneia do sono. Se houver sono ao volante, o mais seguro é não dirigir até ser avaliado.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico, que deve orientar o diagnóstico e o tratamento mais adequado para cada pessoa.









