A queda de cabelo difusa que aparece cerca de dois a três meses depois de uma gripe forte, febre alta, cirurgia ou grande estresse físico costuma ter uma explicação conhecida: o eflúvio telógeno. Apesar de assustar pelo volume de fios no banho ou no travesseiro, esse tipo de queda geralmente é temporário e reversível.
Por que cai depois de meses
O cabelo cresce em ciclos. Depois de um estresse importante para o corpo, muitos fios podem sair antes da fase de crescimento e entrar na fase de repouso, chamada telógena.
Como essa fase leva algumas semanas para terminar, a queda não aparece no dia da gripe ou da cirurgia. Ela costuma surgir mais tarde, quando os fios entram na etapa de eliminação natural.
O que a ciência explica
Segundo a revisão clínica Telogen Effluvium, publicada no StatPearls, o eflúvio telógeno é uma forma de alopecia não cicatricial marcada por queda difusa e pode ser desencadeado por doença febril aguda, infecção grave, cirurgia importante, trauma, alterações hormonais, dietas restritivas, hipotireoidismo e deficiência de ferro.
A MedlinePlus, do NIH, também descreve que quedas associadas a doença, febre, cirurgia, medicamentos ou outras causas podem não precisar de tratamento específico quando o gatilho é temporário e já foi resolvido.

Sinais de queda temporária
O eflúvio telógeno costuma ter um padrão diferente da calvície comum. Em vez de abrir entradas ou afinar apenas o topo da cabeça, a perda aparece de forma mais espalhada.
- muitos fios caindo ao lavar, pentear ou passar a mão no cabelo;
- queda difusa, sem falhas arredondadas bem definidas;
- início 2 a 3 meses após febre, cirurgia, parto, infecção ou estresse intenso;
- sensação de menos volume no rabo de cavalo;
- couro cabeludo geralmente sem feridas, descamação intensa ou dor.
Quando investigar outras causas
Mesmo quando parece eflúvio telógeno, vale procurar avaliação se a queda for intensa, durar mais de 6 meses, vier com coceira, dor, descamação, falhas localizadas ou histórico familiar de calvície.
- anemia ou ferritina baixa;
- alterações da tireoide;
- deficiência de vitamina D, zinco ou proteínas;
- uso de alguns medicamentos;
- alopecia androgenética, areata ou inflamações no couro cabeludo.

Como ajudar os fios a se recuperarem
Na maioria dos casos, o cabelo volta a crescer quando o gatilho melhora e o organismo se recupera. Sono adequado, alimentação com proteínas, ferro, vitaminas e minerais, controle do estresse e evitar químicas agressivas ajudam a não piorar a fragilidade dos fios.
Para entender melhor causas, exames e tratamentos possíveis, veja também o conteúdo do Tua Saúde sobre queda de cabelo. Suplementos e loções devem ser usados apenas quando houver indicação, porque nem toda queda melhora com o mesmo tratamento.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico, que deve orientar o diagnóstico e o tratamento mais adequado para cada pessoa.









