Bolhas, feridas doloridas e febre podem lembrar catapora, mas também podem indicar mpox, especialmente quando aparecem após contato próximo com alguém doente, viagem recente ou exposição em área com transmissão ativa.
Por que a mpox voltou ao radar
A mpox é causada pelo vírus MPXV e pode se espalhar pelo contato direto com lesões, crostas, fluidos corporais, objetos contaminados ou contato íntimo com uma pessoa infectada.
Segundo o relatório Multi-country outbreak of mpox, External Situation Report no. 65, da OMS, 48 países notificaram 1.235 casos confirmados em março de 2026. O documento também destaca a circulação de diferentes clados do vírus e a importância de conter surtos rapidamente.
A lesão que merece atenção
Na catapora, as lesões costumam coçar bastante e aparecer em várias fases ao mesmo tempo. Na mpox, é comum observar feridas mais doloridas, profundas, firmes ou com centro afundado, que podem evoluir para crostas.
- Bolhas ou pústulas doloridas, com aspecto bem delimitado;
- Feridas em região genital, anal, boca, rosto, mãos ou pés;
- Ínguas doloridas no pescoço, axilas ou virilha;
- Febre, calafrios, dor muscular e cansaço intenso;
- Contato próximo ou íntimo com pessoa com lesões suspeitas.

O que diz um estudo científico
Um estudo dermatológico ajuda a explicar por que a mpox pode ser confundida com outras doenças de pele. Segundo o estudo A dermatologic assessment of 101 mpox cases from 13 countries during the 2022 outbreak, publicado no Journal of the American Academy of Dermatology, 54% dos casos tiveram lesões de pele como primeiro sinal, e 39% apresentaram menos de 5 lesões.
Esse dado é importante porque a mpox nem sempre aparece como uma erupção extensa. Às vezes, uma única ferida dolorida, especialmente em área genital, anal ou oral, já pode justificar avaliação médica e teste laboratorial.
Quando procurar atendimento
A avaliação deve ser feita quando há febre com lesões novas na pele ou mucosas, principalmente se houver dor, ínguas ou exposição recente. O diagnóstico costuma ser confirmado por exame feito a partir da secreção da lesão ou crosta.
- Evite contato íntimo até receber orientação;
- Não estoure bolhas nem arranque crostas;
- Cubra as lesões, se possível, e lave as mãos com frequência;
- Não compartilhe toalhas, roupas, lençóis ou objetos pessoais;
- Busque urgência se houver falta de ar, confusão, dor intensa, lesões nos olhos ou imunidade baixa.

Como reduzir o risco
A prevenção envolve evitar contato direto com lesões suspeitas, manter higiene das mãos, procurar atendimento cedo e seguir isolamento quando indicado. Pessoas com maior risco de exposição ou complicações devem conversar com um profissional de saúde sobre vacinação e acompanhamento.
Também é importante não tratar toda bolha como catapora comum, alergia ou herpes sem avaliação, principalmente em 2026, com transmissão ainda monitorada em vários países. Veja mais sobre sintomas, transmissão e tratamento da mpox.
Lesões na pele não confirmam mpox sozinhas, mas podem ser o primeiro sinal da doença. Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









