O magnésio é um mineral essencial para o funcionamento do cérebro e tem ganhado destaque entre pacientes que sofrem com enxaquecas frequentes. Pesquisas em neurologia mostram que sua deficiência é comum em quem tem crises recorrentes e que a suplementação adequada pode reduzir o número de episódios. Entender como o mineral atua e quando faz sentido buscá-lo é um passo importante para quem convive com essa condição limitante.
Por que o magnésio é importante para o cérebro?
O magnésio participa de mais de 300 reações no organismo e tem papel direto na regulação dos neurônios, especialmente os do sistema trigeminal, ligado à dor de cabeça. Ele controla a entrada de cálcio nas células nervosas e ajuda a equilibrar a liberação de neurotransmissores envolvidos nas crises de enxaqueca.
Quando os níveis estão baixos, os neurônios ficam mais excitáveis, o que favorece o início das dores. Por isso, o mineral é considerado um aliado importante no manejo da enxaqueca, sobretudo em quadros crônicos.
A deficiência de magnésio está ligada às crises?
Estudos clínicos mostram que pessoas com enxaqueca crônica costumam ter níveis mais baixos de magnésio no sangue e nos tecidos do cérebro, mesmo fora das crises. Em alguns casos, essa deficiência aparece em até metade dos pacientes acompanhados em centros especializados em dor de cabeça.
Esse desequilíbrio pode ser influenciado pela alimentação pobre em alimentos integrais, pelo uso de certos medicamentos e por condições como diabetes e doenças intestinais. Por isso, ajustar a dieta e investigar possíveis carências é um passo prático e útil.

Como um estudo científico apoia o uso do magnésio na enxaqueca?
O efeito do magnésio na prevenção e no tratamento das crises foi avaliado em diversos ensaios clínicos. De acordo com a meta-análise Effects of Intravenous and Oral Magnesium on Reducing Migraine, publicada na revista Pain Physician, a suplementação oral do mineral reduziu de forma significativa a frequência e a intensidade das enxaquecas em comparação com placebo, considerando dados de mais de 700 participantes.
Os autores também observaram que o magnésio intravenoso aliviou crises agudas em curtos intervalos de tempo. Diretrizes neurológicas reconhecem o uso do mineral como uma intervenção complementar com respaldo crescente, sobretudo em pacientes com deficiência confirmada.
Quais doses e fontes de magnésio são recomendadas?
Em estudos sobre prevenção da enxaqueca, as doses orais geralmente variam entre 400 mg e 600 mg por dia, sempre sob orientação médica. A escolha do tipo de magnésio também importa, já que algumas formas são mais bem absorvidas e mais bem toleradas pelo intestino.
Entre os pontos a considerar:

Quais alimentos são ricos em magnésio?
Antes de pensar em suplementos, vale reforçar a alimentação como primeira fonte do mineral. Uma dieta variada, rica em vegetais, oleaginosas e cereais integrais, costuma ser suficiente para manter bons níveis de magnésio em pessoas saudáveis.
Boas fontes para incluir na rotina:
- Sementes de abóbora, girassol e linhaça.
- Castanhas, amêndoas e nozes.
- Folhas verde-escuras como espinafre, couve e rúcula.
- Leguminosas como feijão, lentilha e grão-de-bico.
- Cereais integrais, abacate, banana e cacau.
Esses alimentos podem ser combinados em uma rotina equilibrada, e quem já lida com crises frequentes pode encontrar mais orientações sobre uma dieta para enxaqueca, que une o aporte de nutrientes ao controle de gatilhos comuns. Diante de crises frequentes, intensas ou que comprometem a rotina, é fundamental procurar avaliação de um neurologista para diagnóstico, investigação de deficiências e definição de um plano de tratamento individualizado.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico e o tratamento realizados por profissional de saúde qualificado.









