Sentir a pele ressecada, repuxar, coçar ou apresentar aquela aparência esbranquiçada e sem brilho é um sinal claro de que a sua barreira de proteção está pedindo socorro. No entanto, o ressecamento vai muito além da estética e pode ser o reflexo de hábitos silenciosos ou fatores ambientais que retiram a umidade natural das suas células, mas a boa notícia é que pequenos ajustes na rotina podem devolver o toque macio e a luminosidade que você tanto deseja.
Por que a pele perde hidratação?
A ciência nos mostra que o ressecamento, ou xerose cutânea, ocorre quando a camada mais externa da pele perde sua capacidade de reter água e óleos essenciais. O artigo “Pele seca” da Mayo Clinic explicam que fatores como o envelhecimento natural, a baixa umidade do ar e o uso de produtos de limpeza agressivos rompem o manto hidrolipídico, deixando a derme exposta e sensível.
Evidências do “Dermatologia na Atenção Básica de Saúde” do Ministério da Saúde confirmam que o contato prolongado com água quente é um dos principais vilões modernos. O calor excessivo remove a oleosidade natural que serve como “cimento” entre as células, facilitando a evaporação da água interna e resultando em uma textura áspera e propensa a fissuras dolorosas.
Quais são as causas principais da pele ressecada?
Existem gatilhos internos e externos que aceleram a perda de viço da pele, muitas vezes agindo de forma combinada no nosso dia a dia. O artigo de revisão “Determinantes ambientais da saúde da pele: relacionando mudanças climáticas, poluição do ar e a carga de doenças dermatológicas” detalha que o estilo de vida e o ambiente são determinantes para a saúde da barreira cutânea, destacando-se as seguintes causas listadas abaixo:
Banhos Quentes
O calor excessivo dissolve os lipídios protetores que mantêm a derme unida.
Sabão Alcalino
Produtos com pH muito alto desequilibram a acidez natural e a barreira cutânea.
Clima Seco
O ar gelado e seco retira a umidade da pele por osmose para o ambiente externo.
Ingestão de Água
A hidratação interna é a base fundamental para a elasticidade da pele.
Exposição Solar
Raios UV danificam fibras de colágeno e aceleram o ressecamento tecidual.
Como a alimentação influencia a derme?
A ciência nos mostra que o que você coloca no prato fornece os ácidos graxos necessários para manter a pele selada e protegida contra agressões. De acordo com a revisão “A barreira cutânea e a hidratação: função, disrupção e mecanismos de reparação” a deficiência de vitaminas A e E, além de minerais como o zinco, pode manifestar-se diretamente através de uma descamação excessiva e falta de elasticidade cutânea.
Evidências das diretrizes de nutrologia na revisão bibliográfica “Nutrição Estética: valorização do corpo e da beleza através do cuidado nutricional” reforçam que gorduras saudáveis são essenciais para a “lubrificação” biológica das células. Priorizar uma dieta que inclua alimentos in natura ajuda a fortalecer a barreira de proteção natural do corpo, agindo como um hidratante de dentro para fora por meio dos seguintes grupos alimentares:
- Peixes ricos em Ômega-3: auxiliam na redução da inflamação e na retenção de umidade.
- Oleaginosas (nozes e castanhas): fontes de vitamina E, um potente antioxidante dérmico.
- Frutas ricas em água (melancia e melão): contribuem para o aporte hídrico sistêmico.
- Vegetais alaranjados: ricos em betacaroteno, que auxilia na renovação celular e proteção solar.

Existem doenças que deixam a pele ressecada?
Problemas circulatórios podem reduzir o aporte de nutrientes para as extremidades, causando pele ressecada nos pés e pernas. Além disso, condições como o diabetes e o hipotireoidismo alteram diretamente a produção de sebo e o suor, tornando a pele visivelmente mais seca e frágil.
A ciência nos mostra que doenças inflamatórias, como a dermatite atópica e a psoríase, também comprometem a integridade da barreira cutânea de forma crônica. Nesses casos, o ressecamento não é apenas um sintoma passageiro, mas uma característica da própria condição genética, exigindo o uso de hidratantes específicos com alto poder de oclusão e reparação tecidual.
Como recuperar a maciez hoje?
O próximo passo é revisar seus rituais de cuidado, começando pela troca da temperatura do banho e pela aplicação do hidratante logo após sair do chuveiro, com a pele ainda úmida. A ciência nos mostra que essa técnica de “selagem” ajuda a prender a água nas camadas superficiais, potencializando o efeito dos produtos e garantindo um alívio imediato para a sensação de repuxamento.
Escolha cremes que contenham ureia, ceramidas ou manteigas naturais, que imitam a barreira da pele e ajudam na reconstrução do manto protetor. Ao tratar a sua pele com suavidade e nutri-la adequadamente, você não apenas melhora a aparência visual, mas fortalece a primeira linha de defesa do seu organismo contra infecções e irritações externas.
O acompanhamento com um médico ou nutricionista é fundamental para um diagnóstico preciso e tratamento seguro.









