Sentir que o mundo está girando ao seu redor ou perder o equilíbrio de repente é uma experiência assustadora que afeta diretamente sua segurança e bem-estar. Embora o termo seja usado popularmente para qualquer tontura, a verdadeira labirintite envolve uma inflamação específica que pode ser controlada com informação correta e hábitos simples, devolvendo a você o prazer de caminhar com firmeza.
O que é a labirintite?
A ciência nos mostra que a labirintite é uma inflamação do labirinto, uma estrutura interna do ouvido responsável pela audição e pelo equilíbrio. De acordo com o Biblioteca Virtual de Saúde do Ministério da Saúde, essa condição interfere nos sinais que o ouvido envia ao cérebro, causando uma desorientação espacial temporária.
Especialistas da Mayo Clinic no artigo “Tontura”, explicam que o termo é frequentemente confundido com outras disfunções do equilíbrio, como a vertigem posicional. No entanto, a labirintite verdadeira geralmente surge após infecções virais ou bacterianas que afetam os canais semicirculares, exigindo um olhar atento sobre o histórico de saúde recente do paciente.
Quais são os sintomas principais?
O sintoma mais marcante é a vertigem, aquela sensação de que você ou o ambiente estão em movimento rotatório mesmo estando parados. Evidências das revisão “Labirintite” sobre distúrbios vestibulares indicam que esses episódios podem vir acompanhados de náuseas intensas e uma dificuldade real de manter o foco visual em objetos próximos.
Além do desequilíbrio físico, o corpo costuma manifestar outros sinais de alerta que indicam o comprometimento do sistema auditivo:
- Zumbido constante ou sensação de “ouvido tapado” em um dos lados.
- Perda auditiva temporária para frequências específicas de som.
- Suor frio, vômitos e batimentos cardíacos acelerados durante as crises.
- Dificuldade de concentração e fadiga mental devido ao esforço cerebral para se equilibrar.

O que causa as crises?
A ciência nos mostra que a causa mais comum são as infecções, especialmente as respiratórias, que migram para o ouvido interno. Especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) detalham que o vírus da gripe ou do resfriado pode desencadear o processo inflamatório, afetando a comunicação nervosa entre o labirinto e o tronco encefálico.
Além dos fatores infecciosos, o estilo de vida atua como um gatilho silencioso para a recorrência dos episódios de tontura. Problemas circulatórios e o excesso de substâncias estimulantes podem piorar o quadro, destacando-se os seguintes fatores de risco:
Dieta Estimulante
Consumo excessivo de cafeína, açúcar refinado e bebidas alcoólicas.
Estado Mental
Estresse crônico e níveis elevados de ansiedade diária.
Agentes Externos
Tabagismo e exposição a poluentes que afetam a circulação sanguínea.
Saúde Sistêmica
Diabetes e hipertensão não controladas que prejudicam a microcirculação do ouvido.
Como funciona o tratamento?
O tratamento foca na redução da inflamação e no alívio imediato dos sintomas incapacitantes de náusea e tontura. O repouso em ambientes com pouca luz e o uso de medicamentos específicos, prescritos por um profissional, são essenciais na fase aguda da doença.
Além dos remédios, a ciência nos mostra que a Reabilitação Vestibular é uma ferramenta poderosa para o cérebro se adaptar à nova condição. Especialistas explicam no “Avaliação e reabilitação vestibular no indivíduo idoso” que exercícios de fisioterapia ajudam a recalibrar o sistema de equilíbrio, reduzindo significativamente as chances de quedas e novas crises de vertigem.
Quando devo buscar ajuda?
Se você sente que as tonturas estão se tornando frequentes ou se elas vierem acompanhadas de dor de cabeça súbita e intensa, é hora de procurar uma avaliação especializada. A ciência nos mostra que o diagnóstico precoce evita que a inflamação cause danos permanentes à audição ou torne o desequilíbrio um problema crônico em sua vida.
O acompanhamento profissional permite descartar causas neurológicas mais graves e ajustar sua rotina alimentar e de exercícios para proteger seu labirinto. Lembre-se que o equilíbrio não é apenas físico, mas um reflexo de como você cuida da sua saúde sistêmica, incluindo o controle do estresse e da inflamação corporal.
O acompanhamento com um médico ou nutricionista é fundamental para um diagnóstico preciso e tratamento seguro.









