Receber o diagnóstico de um mioma pode assustar à primeira vista, mas a verdade é que esses nódulos são muito mais comuns do que imaginamos e, na imensa maioria das vezes, são benignos. Se você tem sentido cólicas intensas, um fluxo menstrual fora do comum ou uma pressão persistente na região pélvica, seu corpo pode estar sinalizando a presença dessas formações musculares no útero. A boa notícia é que a medicina evoluiu muito, e hoje existem caminhos que vão desde o simples acompanhamento até tratamentos modernos que preservam a sua fertilidade e qualidade de vida, permitindo que você recupere o bem-estar sem medos desnecessários.
O que é esse nódulo?
A ciência nos mostra que o mioma uterino é um tumor sólido benigno formado pelo tecido muscular do útero, o miométrio. Segundo a revisão “Epidemiologia dos miomas uterinos“, essas formações surgem devido a uma proliferação celular anormal, influenciada diretamente por fatores genéticos e estímulos hormonais femininos ao longo da vida reprodutiva
Especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) explicam que os miomas não são cancerígenos e raramente se transformam em algo maligno. Eles podem variar de tamanho, desde pequenos grãos até massas maiores que alteram o formato do útero, sendo classificados de acordo com a localização, o que define a intensidade dos sintomas sentidos pela mulher.
Quais são os sintomas principais de um mioma uterino?
Evidências do Protocolo de Atenção Básica – Saúde das Mulheres do Ministério da Saúde confirmam que muitas mulheres são assintomáticas, descobrindo o mioma apenas em exames de rotina. No entanto, quando o nódulo cresce ou se localiza na parte interna do útero, ele pode causar desconfortos que impactam diretamente a rotina diária e a disposição física.
De acordo com as diretrizes clínicas, os sinais que mais levam as mulheres ao consultório são:
Sangramentos prolongados que podem levar à anemia.
Dor persistente ou sensação de peso no baixo ventre.
Ocorre quando o mioma pressiona diretamente a bexiga.
Sensação de inchaço similar a uma gestação inicial.
Quais são as causas conhecidas?
A ciência nos mostra que a causa exata ainda é objeto de estudo, mas a dependência hormonal é um fato consolidado pela medicina. O estrogênio e a progesterona funcionam como “combustíveis” para o crescimento dos miomas, razão pela qual eles costumam regredir naturalmente após a chegada da menopausa.
Além do fator hormonal, evidências do guia de Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva – Ministério da Saúde destacam outros elementos de risco:
- Hereditariedade: histórico familiar de primeiro grau aumenta as chances.
- Fatores étnicos: maior prevalência observada em mulheres negras.
- Estilo de vida: obesidade e dietas ricas em carne vermelha podem influenciar.
- Idade: o pico de incidência ocorre entre os 30 e 50 anos.
Como funciona o tratamento de mioma uterino?
De acordo com diretrizes de “Tratamento médico de miomas: orientações de boas práticas da FIGO” o tratamento é totalmente personalizado e depende do desejo da paciente de engravidar e da gravidade dos sintomas. A ciência nos mostra que nem todo mioma precisa de cirurgia; em muitos casos, o uso de medicamentos hormonais ou DIU medicado é suficiente para controlar o sangramento e reduzir o volume dos nódulos.
Especialistas explicam que, para casos mais severos, existem técnicas minimamente invasivas como a embolização das artérias uterinas ou a miomectomia, que retira apenas o nódulo. A escolha da estratégia correta visa sempre o equilíbrio entre a resolução da dor e a preservação das funções reprodutivas, garantindo que a paciente retorne às suas atividades em pouco tempo.

Você sabe quando procurar ajuda?
A ciência nos mostra que o monitoramento anual é a melhor ferramenta de prevenção, mas sangramentos que impedem as atividades normais ou dores que não cedem com analgésicos comuns são alertas de urgência. Especialistas explicam que adiar a consulta pode levar a quadros de anemia severa ou compressão de outros órgãos vizinhos, como os rins e o intestino.
Investigar a saúde do seu útero é um ato de autocuidado que previne complicações futuras e garante que você tome decisões informadas sobre o seu corpo. Se você notou mudanças no seu ciclo ou sente que algo não vai bem na região pélvica, o próximo passo é buscar uma avaliação detalhada para entender as dimensões do quadro e traçar o melhor plano de cuidado para a sua realidade.
O acompanhamento com um médico ou nutricionista é fundamental para um diagnóstico preciso e tratamento seguro.









