O bisglicinato de magnésio tem se destacado como uma opção promissora para melhorar a qualidade do sono, especialmente em pessoas que trabalham em turnos noturnos e enfrentam dificuldade para dormir durante o dia. Diferente de outros tipos de magnésio, essa forma combina o mineral com o aminoácido glicina, o que favorece tanto a absorção pelo organismo quanto a ação relaxante no sistema nervoso. Para quem tem a rotina invertida, entender como esse nutriente funciona pode fazer diferença no dia a dia.
Por que quem trabalha à noite tem mais dificuldade para dormir?
O corpo humano possui um relógio biológico natural que regula os ciclos de sono e vigília com base na luz do ambiente. Quando uma pessoa trabalha durante a noite e tenta dormir de dia, esse relógio é forçado a funcionar ao contrário, o que prejudica a produção de melatonina e dificulta o início e a manutenção do sono.
Com o tempo, essa inversão pode levar a um problema conhecido como transtorno do sono por trabalho em turnos, que envolve sintomas como sonolência excessiva, fadiga constante, irritabilidade e até maior risco de ansiedade e depressão. Por isso, encontrar formas seguras de favorecer o descanso é fundamental para a saúde de quem vive essa realidade.
O que é o bisglicinato de magnésio e como ele age no sono?
O bisglicinato de magnésio é uma forma do mineral em que cada molécula de magnésio está ligada a duas moléculas de glicina. Essa combinação melhora a absorção no intestino e reduz os efeitos colaterais digestivos que outras formas de magnésio podem causar, como desconforto abdominal e diarreia.
No organismo, o magnésio atua no sistema nervoso ajudando a regular neurotransmissores ligados ao relaxamento. Já a glicina contribui para a redução da temperatura corporal central e interage com receptores cerebrais envolvidos na indução do sono. Juntos, esses dois componentes podem favorecer um adormecer mais tranquilo e um descanso mais reparador.

Estudo clínico comprova benefícios do bisglicinato de magnésio para o sono
A eficácia dessa forma de magnésio não se baseia apenas em teoria. Segundo o ensaio clínico randomizado “Magnesium Bisglycinate Supplementation in Healthy Adults Reporting Poor Sleep”, publicado no periódico Nature and Science of Sleep em 2025, a suplementação com bisglicinato de magnésio reduziu de forma significativa os sintomas de insônia em adultos que relatavam sono de má qualidade. O estudo, conduzido por Schuster, Cycelskij, Lopresti e Hahn, acompanhou 155 participantes ao longo de quatro semanas em formato duplo-cego controlado por placebo. Os resultados mostraram que a maior parte da melhora ocorreu nos primeiros 14 dias de uso e se manteve até o final do período avaliado.
Principais benefícios do bisglicinato de magnésio para trabalhadores noturnos
Para quem enfrenta a rotina de trabalho noturno, o bisglicinato de magnésio pode oferecer vantagens que vão além de simplesmente ajudar a pegar no sono. Entre os principais benefícios observados, destacam-se:
QUALIDADE DO SONO
Pode melhorar o descanso, reduzindo o tempo para adormecer e diminuindo os despertares noturnos.
INSÔNIA
Pode ajudar a reduzir os sintomas de insônia, com melhora observada em avaliações clínicas.
RELAXAMENTO
Atua no sistema nervoso, ajudando a reduzir a agitação mental após o trabalho noturno.
TOLERÂNCIA
Apresenta boa absorção e costuma causar menos efeitos digestivos que outras formas de magnésio.
Para conhecer mais sobre os diferentes tipos de magnésio e suas funções no organismo, vale consultar o guia completo sobre magnésio do Tua Saúde.
Orientação profissional é indispensável antes de suplementar
Embora o bisglicinato de magnésio apresente um bom perfil de segurança, a suplementação não deve ser iniciada por conta própria. A dosagem adequada varia conforme o peso, a alimentação habitual e possíveis condições de saúde de cada pessoa. Além disso, o magnésio pode interagir com alguns medicamentos, como antibióticos e remédios para pressão arterial.
Antes de incluir qualquer suplemento na rotina, o ideal é buscar orientação de um médico ou nutricionista. Somente um profissional de saúde pode avaliar se há deficiência do mineral, indicar a dose correta e acompanhar os resultados de forma segura.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento de um médico ou profissional de saúde qualificado.








