A perda de olfato é comum durante resfriados e períodos de nariz entupido, mas merece investigação quando persiste sem congestão ou outra explicação evidente. Existem diversas causas possíveis, desde problemas nasais e infecções anteriores até alterações neurológicas, por isso um sintoma isolado não permite concluir que exista uma doença específica.
Por que o olfato pode desaparecer sem gripe?
Para perceber cheiros, o ar precisa alcançar os receptores do nariz e os sinais precisam seguir corretamente até o cérebro. Rinite, sinusite, pólipos, infecções anteriores, traumatismos, alguns medicamentos e o envelhecimento podem interferir nesse processo.
A Parkinson’s Foundation também explica que a diminuição do olfato pode aparecer anos antes do diagnóstico de Parkinson. Porém, destaca que nem todas as pessoas com olfato reduzido desenvolverão a doença.

Quais sinais mudam o contexto da perda de olfato?
A alteração merece mais atenção quando não melhora ou quando outras mudanças aparecem progressivamente. Observar o conjunto dos sintomas ajuda o médico a direcionar a investigação.
- Tremor em repouso, especialmente em uma mão;
- movimentos mais lentos nas tarefas diárias;
- rigidez persistente nos braços ou pernas;
- alterações progressivas da caminhada ou do equilíbrio;
- redução do apetite ou dificuldade para aproveitar o sabor dos alimentos.
O que um estudo mostra sobre olfato e Parkinson?
Segundo a revisão sistemática e meta-análise Olfactory dysfunction in patients with Parkinson’s disease, publicada na Caspian Journal of Neurological Sciences em 2023, alterações do olfato foram frequentes entre pessoas diagnosticadas com Parkinson.
A análise reuniu 12 estudos e estimou que aproximadamente 64% das pessoas com Parkinson apresentavam disfunção olfatória. Esse dado mostra que a alteração é comum na doença, mas não permite usar a perda de olfato sozinha para diagnosticar Parkinson.
O que fazer enquanto o olfato não volta?
Registrar quando a alteração começou e informar infecções recentes, medicamentos e outros sintomas pode ajudar na consulta. Enquanto o sentido estiver reduzido, alguns cuidados também diminuem riscos no cotidiano.
- Confira validade, aparência e conservação dos alimentos.
- Mantenha detectores de fumaça e gás funcionando corretamente.
- Não dependa apenas do cheiro para identificar comida estragada.
- Não suspenda medicamentos por conta própria.
- Conheça outras causas de perda de olfato.

Quando é importante procurar avaliação?
A perda de olfato persistente deve ser comentada com o médico quando não existe nariz entupido, quando não melhora após uma infecção ou quando começa a afetar a alimentação, o peso ou a segurança no dia a dia.
A avaliação também ganha importância se surgirem tremor, rigidez, lentidão dos movimentos, alterações de equilíbrio ou outros sintomas neurológicos. O objetivo é investigar diferentes causas, e não presumir Parkinson apenas pela alteração do olfato.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou as orientações de um médico.









