Quando um dos dedos do pé começa a permanecer dobrado e passa a raspar no calçado, pode existir um dedo em martelo. Essa deformidade costuma envolver um desequilíbrio entre músculos e tendões e, inicialmente, o dedo ainda pode ser flexível, mas tende a ficar mais rígido com o passar do tempo.
Por que o dedo em martelo aparece
Os músculos trabalham em conjunto para dobrar e esticar os dedos. Quando esse equilíbrio se altera, os tendões podem manter uma das articulações em posição dobrada, aumentando a pressão sobre a parte superior do dedo e sobre sua ponta.
A American Academy of Orthopaedic Surgeons explica que calçados apertados ou estreitos podem favorecer essa posição e o atrito. Com o tempo, músculos e articulações podem se contrair, tornando o dedo mais difícil de esticar.
Estudo avaliou calçados e deformidades dos dedos

Segundo a revisão The effectiveness of shoe modifications and foot orthoses in conservative treatment of lesser toe deformities, publicada na Musculoskeletal Surgery, adaptações nos calçados e algumas órteses podem ajudar a aliviar sintomas de deformidades como dedo em martelo, dedo em garra e dedo em malho.
A revisão destaca que calçados adequados devem oferecer espaço suficiente para os dedos e evitar compressão excessiva. Essas medidas podem melhorar o conforto, embora não necessariamente corrijam uma deformidade que já se tornou rígida.
Como diminuir o atrito no sapato
Enquanto aguarda avaliação, reduzir a pressão sobre o dedo pode diminuir dor e irritação da pele. Algumas medidas úteis incluem:
- preferir sapatos com bico mais largo e espaço para movimentar os dedos;
- evitar calçados apertados, estreitos ou com salto alto;
- não forçar o dedo dolorosamente para deixá-lo reto;
- observar o aparecimento de calos, vermelhidão ou feridas;
- trocar o calçado se houver atrito constante no mesmo ponto.
O atrito repetido pode provocar calosidade, especialmente sobre regiões salientes do dedo. Proteger a pele é importante, mas também é necessário avaliar a deformidade que está mantendo a pressão.

Quando o dedo precisa ser avaliado
Nos estágios iniciais, o dedo ainda pode ser movimentado e esticado manualmente. Quando a deformidade progride, a articulação pode ficar fixa, aumentando a dificuldade para usar calçados e caminhar confortavelmente.
- o dedo já não consegue esticar;
- a deformidade está piorando progressivamente;
- há dor que interfere na caminhada;
- surgem feridas ou calos recorrentes;
- há vermelhidão, inchaço ou sinais de infecção.
O ortopedista pode avaliar se a alteração ainda é flexível ou já se tornou rígida e orientar medidas como adaptação dos calçados, órteses, exercícios específicos ou, em casos selecionados, tratamento cirúrgico.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou a orientação de um médico.









