Alguns antialérgicos podem causar sonolência, tontura e redução da atenção, efeitos que merecem cuidado especial depois dos 65 anos. O problema ocorre principalmente com anti-histamínicos mais antigos, que chegam com maior facilidade ao cérebro. Isso não significa que todo antialérgico seja inadequado para idosos, mas o tipo de medicamento faz diferença.
Quais antialérgicos costumam dar mais sono
Os anti-histamínicos de primeira geração, como difenidramina, dexclorfeniramina e hidroxizina, tendem a provocar mais sedação porque atravessam a barreira que protege o cérebro e interferem em funções relacionadas à vigília e à atenção.
Já muitos medicamentos de gerações mais novas chegam em menor quantidade ao sistema nervoso central e costumam ser menos sedativos. Ainda assim, a resposta varia entre pessoas. Entre os tipos que merecem atenção estão:
- antialérgicos antigos usados para rinite, coceira ou urticária;
- medicamentos para resfriado que contêm anti-histamínico sedativo;
- produtos para dormir que incluem difenidramina ou substâncias semelhantes;
- combinações com outros medicamentos que também provocam sono.
Por que o cuidado aumenta depois dos 65

Com o envelhecimento, alterações na eliminação dos medicamentos e o uso simultâneo de vários remédios podem aumentar a importância dos efeitos adversos. Sonolência, visão turva, confusão e desequilíbrio podem contribuir para quedas e acidentes.
O MedlinePlus sobre difenidramina orienta que, em geral, esse medicamento não deve ser usado rotineiramente por adultos mais velhos, exceto em situações específicas, pois outras opções podem ser mais seguras ou eficazes.
Estudo científico encontrou mais sintomas de confusão
Segundo o estudo de coorte Cognitive and other adverse effects of diphenhydramine use in hospitalized older patients, publicado no Archives of Internal Medicine, 426 pacientes hospitalizados com 70 anos ou mais foram acompanhados para avaliar efeitos da difenidramina.
Entre os participantes que receberam o medicamento, houve maior risco de sintomas de delirium, incluindo desatenção e alteração do nível de consciência. Como o estudo avaliou pacientes hospitalizados, seus resultados não significam que todas as pessoas que usam difenidramina terão esses efeitos, mas reforçam a necessidade de cautela nessa faixa etária.
O que observar ao tomar antialérgico
Ao iniciar ou usar um antialérgico, vale observar mudanças que vão além do sono habitual. Conhecer os diferentes tipos de anti-histamínicos também ajuda a entender por que os efeitos podem variar.
- sono excessivo durante o dia;
- tontura ou dificuldade para caminhar com segurança;
- confusão ou dificuldade incomum para prestar atenção;
- visão turva ou sensação de fraqueza;
- quedas ou episódios de desequilíbrio após começar o medicamento.

Não é indicado trocar o medicamento sozinho
Perceber muito sono não significa que seja necessário suspender ou substituir o antialérgico por conta própria. O médico ou farmacêutico pode verificar o princípio ativo, outros medicamentos em uso e a possibilidade de uma alternativa menos sedativa quando apropriado.
Confusão nova, desequilíbrio importante ou sonolência intensa merecem avaliação, especialmente em pessoas com mais de 65 anos. Também é importante evitar dirigir ou realizar atividades que exijam atenção quando o medicamento estiver causando sedação.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação e a orientação de um médico ou farmacêutico.









