A queda de cabelo feminina pode acontecer por alterações genéticas e hormonais, deficiência de nutrientes ou após situações que afetam o organismo, como parto, infecções e períodos de estresse intenso. Entre as causas mais comuns estão a alopecia androgenética e o eflúvio telógeno, mas níveis baixos de ferro e alterações da tireoide também precisam ser investigados. Identificar o padrão da queda é essencial porque cada causa exige uma abordagem diferente.
Quais são as principais causas da queda de cabelo feminina?
A alopecia androgenética provoca afinamento progressivo dos fios e redução da densidade, principalmente na região central e superior do couro cabeludo. Existe predisposição genética e influência hormonal, e a condição tende a evoluir lentamente quando não é tratada.
Outra causa frequente é o eflúvio telógeno, caracterizado por queda difusa e repentina. Ele pode surgir alguns meses depois de parto, Covid-19, febre alta, cirurgia, perda rápida de peso ou estresse importante, porque muitos fios entram simultaneamente na fase de queda.
Ferro baixo e tireoide também podem fazer o cabelo cair?
Sim. A deficiência de ferro, especialmente quando há ferritina baixa, pode estar associada à queda difusa dos fios. Mulheres com menstruação intensa, alimentação pobre em ferro ou outras causas de perda sanguínea podem apresentar estoques reduzidos mesmo antes de desenvolver anemia evidente.
Alterações da tireoide também podem modificar o ciclo de crescimento capilar. Tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo podem causar afinamento e queda, geralmente acompanhados de outros sintomas, como alterações de peso, cansaço, palpitações, intolerância ao frio ou ao calor.

Quais exames podem ajudar a investigar a queda de cabelo?
A avaliação deve ser individualizada pelo dermatologista, mas alguns exames são frequentemente considerados quando existe queda difusa ou suspeita de causa nutricional ou hormonal:
- ferritina, para avaliar os estoques de ferro;
- hemograma, para investigar anemia e outras alterações sanguíneas;
- TSH, utilizado na avaliação inicial da função da tireoide;
- vitamina D, especialmente quando há fatores de risco para deficiência;
- ferro e saturação de transferrina, quando há suspeita de deficiência de ferro;
- exames hormonais, quando existem sinais como acne intensa, aumento de pelos ou irregularidade menstrual.
O que a ciência mostra sobre nutrientes e queda capilar?
Os níveis de alguns micronutrientes podem estar relacionados ao ciclo do cabelo, embora isso não signifique que toda pessoa com queda precise tomar suplementos. A reposição sem deficiência comprovada não necessariamente melhora os fios e pode causar efeitos indesejados, por isso a investigação deve orientar o tratamento.
Segundo a Association between Serum Trace Elements and Telogen Effluvium, revisão sistemática e meta-análise publicada na revista Skin Appendage Disorders, pacientes com eflúvio telógeno apresentaram, em média, níveis menores de ferritina e vitamina D quando comparados a pessoas sem o problema. Os autores ressaltam, porém, que existe variação importante entre os estudos e que a avaliação deve ser individualizada.

Quais são as opções de tratamento para queda de cabelo feminina?
O tratamento depende da causa identificada e pode levar alguns meses para produzir mudanças perceptíveis, já que o cabelo possui um ciclo de crescimento lento. As principais estratégias podem incluir:
- minoxidil tópico, uma das principais opções para alopecia androgenética feminina;
- minoxidil oral em baixas doses, em casos selecionados e sob acompanhamento médico;
- antiandrogênicos, como espironolactona, quando existe indicação dermatológica;
- reposição de ferro quando exames confirmam deficiência;
- tratamento de alterações da tireoide, quando identificadas;
- correção do fator desencadeante nos casos de eflúvio telógeno;
- acompanhamento dermatológico para avaliar a evolução e ajustar a abordagem.
Medicamentos como minoxidil e antiandrogênicos não devem ser iniciados por conta própria, especialmente durante gravidez ou tentativa de engravidar. O dermatologista pode examinar o couro cabeludo, diferenciar queda temporária de alopecia progressiva e solicitar os exames adequados para encontrar a causa antes de indicar o tratamento.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento realizado por médico ou outro profissional de saúde habilitado. Em caso de queda de cabelo persistente, intensa ou acompanhada de falhas no couro cabeludo, procure orientação médica, preferencialmente de um dermatologista.









