Receber o diagnóstico de osteopenia significa que os ossos estão com a densidade mineral abaixo do esperado, mas isso não quer dizer que a pessoa já tenha osteoporose. A alteração geralmente não provoca sintomas e costuma ser descoberta na densitometria óssea. A boa notícia é que exercícios de força, alimentação adequada e outros cuidados podem ajudar a preservar a massa óssea e reduzir o risco de fraturas. Quanto mais cedo essas medidas forem adotadas, maiores são as oportunidades de proteger os ossos.
Qual é a diferença entre osteopenia e osteoporose?
A osteopenia corresponde a uma redução da densidade mineral dos ossos, enquanto a osteoporose envolve perda mais acentuada da resistência óssea e maior risco de fraturas. Embora a osteopenia possa evoluir para osteoporose, isso não acontece obrigatoriamente com todas as pessoas. Idade, menopausa, histórico familiar, medicamentos e condições de saúde influenciam essa evolução.
Segundo a Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS), a densitometria utiliza uma medida chamada T-score, que compara a densidade óssea com a de adultos jovens saudáveis. Em mulheres após a menopausa e homens a partir dos 50 anos, valores entre -1,0 e -2,5 indicam baixa massa óssea, enquanto resultados iguais ou inferiores a -2,5 indicam osteoporose. Entretanto, a interpretação deve considerar também o histórico de fraturas e outros fatores individuais.

Quais são as 5 medidas que ajudam a proteger os ossos?
Os cuidados com a osteopenia procuram desacelerar a perda óssea, preservar a força muscular e evitar fraturas. O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) recomenda hábitos que favorecem a saúde óssea e podem fazer parte da rotina de pessoas com baixa densidade mineral.
Entre as cinco medidas mais importantes estão:
- Praticar exercícios de força e impacto: musculação, exercícios com elásticos, caminhadas e atividades com sustentação do peso corporal estimulam os ossos e fortalecem os músculos. Exercícios com maior impacto podem ser úteis para algumas pessoas, desde que sejam adequados ao risco de fraturas.
- Consumir cálcio suficiente: leite, iogurte, queijo, sardinha com espinhas comestíveis e alimentos enriquecidos ajudam a fornecer esse mineral, necessário para manter a estrutura óssea.
- Manter níveis adequados de vitamina D: esse nutriente participa da absorção do cálcio. Peixes gordurosos, ovos e alimentos fortificados contribuem para a ingestão, mas algumas pessoas precisam de suplementação orientada pelo médico.
- Não fumar e evitar o excesso de álcool: o tabagismo e o consumo elevado de bebidas alcoólicas estão associados à piora da saúde óssea e ao aumento do risco de fraturas.
- Prevenir quedas: retirar tapetes soltos, melhorar a iluminação, instalar barras de apoio quando necessário e realizar exercícios de equilíbrio ajudam a reduzir acidentes, principalmente entre idosos.
Quais exercícios são mais indicados para quem tem osteopenia?
Os exercícios que exigem esforço dos músculos contra uma resistência e aqueles realizados com sustentação do próprio peso estão entre os mais recomendados. Conforme a Bone Health & Osteoporosis Foundation, atividades como caminhada rápida, dança, musculação e exercícios com elásticos podem ajudar a manter a densidade óssea e melhorar a força muscular.
Entretanto, nem todos devem começar com saltos, corridas ou cargas elevadas. Pessoas com fraturas anteriores, osteoporose associada ou dificuldades de equilíbrio precisam de avaliação antes de praticar exercícios de alto impacto. O programa deve ser adaptado à capacidade física e aumentado gradualmente, preferencialmente com orientação profissional.
Como garantir cálcio e vitamina D na alimentação?
O cálcio deve ser obtido preferencialmente por meio de uma alimentação variada. A quantidade necessária muda conforme a idade e outras condições, podendo chegar a 1.200 mg por dia em alguns grupos de adultos mais velhos. Incluir diferentes alimentos ricos em cálcio ajuda a atingir essas necessidades sem depender automaticamente de suplementos.
A vitamina D também é importante, mas tomar doses elevadas por conta própria não garante ossos mais fortes e pode causar efeitos adversos. O médico pode avaliar a necessidade de suplementação conforme os fatores de risco e as condições de saúde, especialmente em pessoas com dificuldades de absorção ou deficiência identificada.

Quando a osteopenia precisa de tratamento médico?
Nem toda pessoa com osteopenia precisa utilizar medicamentos específicos para os ossos. A decisão depende do risco de fraturas, da densidade mineral, da idade e de fatores como uso prolongado de corticoides ou histórico de fraturas após pequenas quedas. O acompanhamento pode incluir a repetição da densitometria óssea, em intervalos definidos pelo médico, além de exames para investigar possíveis causas da perda óssea.
Fraturas após traumas leves, perda de altura ou dor persistente nas costas merecem avaliação, pois podem indicar alterações que exigem cuidados adicionais. O objetivo do acompanhamento é evitar novas perdas de massa óssea e identificar precocemente quem apresenta maior risco de complicações.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica. Pessoas com osteopenia devem receber orientação individualizada antes de iniciar suplementos, medicamentos ou exercícios de maior intensidade.









