Ao abrir uma lata de sardinha, muitas pessoas retiram as pequenas espinhas antes de consumir o peixe. Entretanto, essa parte pode ser justamente uma das responsáveis pelo valor nutricional do alimento. Durante o processamento da conserva, as espinhas ficam macias e podem ser consumidas junto com a carne, fornecendo cálcio para o organismo. A sardinha em lata com espinha é uma fonte de cálcio que ajuda a complementar a alimentação e contribui para a manutenção dos ossos e dentes. Além disso, o peixe oferece proteínas e outros nutrientes importantes, podendo fazer parte de refeições simples e equilibradas.
Por que a espinha da sardinha contém tanto cálcio?
As espinhas dos peixes são estruturas mineralizadas que contêm cálcio e fósforo, nutrientes responsáveis por proporcionar resistência ao esqueleto. Na sardinha enlatada, o processamento térmico realizado durante a fabricação amolece essas estruturas, permitindo que sejam mastigadas e consumidas junto com o peixe.
Quando as espinhas são retiradas, parte do cálcio presente no alimento também deixa de ser aproveitada. Por isso, consumir a sardinha com suas pequenas espinhas macias pode aumentar significativamente a quantidade desse mineral na refeição, em comparação com o consumo apenas da carne.
Segundo o Office of Dietary Supplements (ODS), dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH), sardinhas e salmões enlatados consumidos com suas espinhas são fontes alimentares de cálcio. O órgão também explica que esse mineral é necessário para manter ossos e dentes resistentes, além de participar da contração muscular e da comunicação entre os nervos.

Quanto cálcio uma porção de sardinha pode fornecer?
A quantidade de cálcio depende do tamanho da porção, do tipo de conserva e da presença das espinhas. De acordo com os dados nutricionais apresentados pelo NIH, uma porção de aproximadamente 85 gramas de sardinha enlatada em óleo, com espinhas, fornece cerca de 325 miligramas de cálcio.
Para comparação, adultos entre 19 e 50 anos geralmente precisam de aproximadamente 1.000 miligramas de cálcio por dia. Assim, uma porção desse alimento pode fornecer cerca de um terço da recomendação diária para essa faixa etária.
O cálcio da sardinha pode contribuir para atingir as necessidades nutricionais, mas não é necessário depender exclusivamente desse peixe. Leite, iogurte, queijos, vegetais como a couve e alimentos enriquecidos com cálcio também podem fazer parte de uma alimentação variada. As necessidades individuais mudam conforme a idade, o sexo e determinadas condições de saúde.
Como incluir sardinha com espinha nas refeições?
A sardinha enlatada pode ser consumida sem preparações complicadas e combinada com alimentos presentes na rotina alimentar. Quando as espinhas estão macias e a pessoa consegue mastigar e engolir com segurança, elas podem permanecer na preparação.
Algumas maneiras simples de utilizar o alimento incluem:
- Com arroz e feijão: servir a sardinha acompanhada de legumes e verduras para compor uma refeição variada.
- Em saladas: misturar o peixe com folhas, tomate, cenoura e outros vegetais.
- Em sanduíches: amassar a sardinha com um garfo e combinar com pão e vegetais.
- Em omeletes: acrescentar pequenas porções de sardinha ao preparo com ovos.
- Em massas: utilizar o peixe com molho de tomate, ervas e outros ingredientes.
Amassar delicadamente a sardinha pode ajudar a distribuir as espinhas macias pela preparação, tornando sua textura menos perceptível. Entretanto, esse cuidado não garante segurança para pessoas com dificuldade de mastigação ou deglutição.
O que observar no rótulo antes de escolher a sardinha?
Nem todas as sardinhas enlatadas apresentam a mesma composição nutricional. Existem versões conservadas em óleo, água ou molho de tomate, além de produtos com diferentes quantidades de sal e outros ingredientes.
Ao escolher uma conserva, vale observar alguns pontos:
- Presença das espinhas: verificar se o produto contém espinhas macias comestíveis, responsáveis por parte importante do cálcio.
- Quantidade de sódio: comparar os rótulos e considerar opções com menor teor de sódio, especialmente quando existe orientação para controlar o sal.
- Porção informada: observar a quantidade de alimento utilizada como referência na tabela nutricional.
- Tipo de conserva: considerar que produtos em óleo, água ou molho podem apresentar diferentes quantidades de gordura, calorias e sódio.
A sardinha também fornece proteínas e gorduras do tipo ômega-3, mas seu consumo deve fazer parte de uma alimentação equilibrada. Para variar as fontes do mineral, conheça também outros alimentos ricos em cálcio que podem ser incluídos na rotina.

Quem precisa ter cuidado ao consumir sardinha com espinha?
Embora as espinhas da sardinha enlatada sejam geralmente macias e comestíveis, pessoas com dificuldade para mastigar ou engolir precisam de atenção especial. Quem apresenta disfagia, episódios frequentes de engasgo ou alterações importantes da mastigação deve conversar com um profissional de saúde antes de consumir preparações com espinhas, mesmo quando parecem pequenas.
Pessoas com doença renal ou que receberam orientação médica para controlar a ingestão de minerais, como fósforo e cálcio, também precisam individualizar a escolha. Dependendo da condição clínica, pode ser necessário ajustar as porções e a frequência de consumo.
A prioridade deve ser obter cálcio por meio de uma alimentação variada e adequada às necessidades individuais, sem iniciar suplementos por conta própria. A suplementação pode ser necessária em determinadas situações, mas deve considerar a ingestão alimentar, as condições de saúde e a orientação de um profissional. Consumir sardinha com espinha pode ser uma alternativa prática para complementar o cálcio da dieta, desde que seja uma escolha segura e bem tolerada.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento orientado por um médico.









