Um aperto, pressão ou peso no peito que se espalha para o braço, as costas, o pescoço ou a mandíbula pode ser sinal de infarto, principalmente quando aparece junto com falta de ar, suor frio, náusea, tontura ou sensação de desmaio. Nessa situação, não é seguro esperar para ver se a dor melhora: no Brasil, a orientação é acionar o SAMU pelo número 192 ou buscar atendimento de emergência imediatamente.
Quando o aperto no peito deve ser tratado como emergência?
O infarto acontece quando o fluxo de sangue para uma região do músculo cardíaco é interrompido ou reduzido de forma importante. O desconforto pode começar como pressão, peso ou aperto no centro do peito e permanecer por vários minutos. Em algumas pessoas, ele melhora e volta, enquanto em outras surge de maneira intensa e contínua.
O Ministério da Saúde alerta que a dor do infarto pode irradiar para costas, rosto e braços e aparecer acompanhada de suor frio, palidez, falta de ar ou sensação de desmaio. Diante dessa combinação de sintomas, a recomendação é ligar para o SAMU pelo 192.
Quais sinais tornam a situação mais preocupante?
Nem toda dor no peito é causada pelo coração, mas alguns sinais aumentam a suspeita de uma emergência cardíaca. É preciso agir rapidamente quando aparecem:
- pressão, aperto, peso ou desconforto no centro do peito;
- dor que se espalha para um ou ambos os braços, costas, pescoço ou mandíbula;
- falta de ar, mesmo quando a dor não parece muito intensa;
- suor frio, palidez ou tontura;
- náusea ou vômito junto com outros sintomas;
- desmaio ou sensação de que vai perder a consciência.
Não é possível confirmar um infarto em casa apenas pela localização ou intensidade da dor. O Tua Saúde reúne esses e outros sintomas que podem acontecer durante um infarto, mas o diagnóstico depende da avaliação médica e de exames, como eletrocardiograma e dosagem de troponina.

Por que a dor pode chegar ao braço ou à mandíbula?
Embora o problema esteja no coração, o desconforto pode ser percebido em outras partes do corpo devido à maneira como os sinais nervosos são processados. Por isso, a dor pode alcançar ombros, braços, costas, pescoço, mandíbula ou até a parte superior do abdômen.
Também não é verdade que o infarto provoque dor apenas no braço esquerdo. O desconforto pode atingir o braço esquerdo, o direito ou ambos. Da mesma forma, uma dor mais leve não exclui uma emergência: alguns infartos começam lentamente e provocam apenas pressão ou desconforto.
Nas mulheres, o infarto pode aparecer de forma menos óbvia?
Sim, embora a dor ou o desconforto no peito também seja o sintoma mais comum entre as mulheres. A American Heart Association destaca que mulheres também podem apresentar falta de ar, náusea, desconforto no estômago, dor nas costas ou no ombro e cansaço ou fraqueza incomuns.
Esses sinais podem parecer menos relacionados ao coração e ser confundidos com cansaço, má digestão ou outros problemas. Isso não significa que náusea ou fadiga isoladamente sejam sinais de infarto, mas uma mudança súbita, intensa ou acompanhada de outros sintomas merece atenção.

O que fazer enquanto o atendimento não chega?
Ao suspeitar de infarto, não espere a dor desaparecer nem tente resolver o quadro apenas com medicamentos para gases, refluxo ou ansiedade. Acione o SAMU pelo 192 e siga as orientações fornecidas pela equipe. Também não é indicado tomar medicamentos, inclusive aspirina, por conta própria, porque existem situações em que eles podem ser inadequados.
Se a pessoa perder a consciência e não estiver respirando normalmente, a situação passa a exigir atendimento imediato e medidas de reanimação conforme orientação do serviço de emergência. Quanto mais cedo um infarto é reconhecido e tratado, maior é a possibilidade de limitar os danos ao músculo cardíaco.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui atendimento médico. Dor ou pressão no peito com irradiação para braço, costas, pescoço ou mandíbula, especialmente quando acompanhada de falta de ar, suor frio, náusea ou desmaio, deve ser tratada como possível emergência.









