Pequenas manchas ásperas, secas ou descamativas que aparecem principalmente no rosto, nas mãos e nos braços podem ser ceratoses actínicas. Essas lesões surgem após anos de dano provocado pela radiação ultravioleta e são consideradas alterações pré-cancerosas da pele. Nem toda ceratose actínica evolui para câncer, mas algumas podem se transformar em carcinoma espinocelular, por isso uma lesão suspeita deve ser examinada pelo dermatologista.
Por que essas manchas aparecem depois de anos de sol?
A ceratose actínica é consequência do acúmulo de danos provocados principalmente pela exposição aos raios ultravioleta. Por esse motivo, costuma aparecer justamente nas regiões que receberam mais sol ao longo da vida, como rosto, orelhas, couro cabeludo com pouco cabelo, pescoço, antebraços e dorso das mãos.
A American Academy of Dermatology explica que a ceratose actínica é uma alteração pré-cancerosa causada por danos acumulados da radiação ultravioleta. Ela se torna mais frequente conforme esses danos se acumulam, especialmente em quem passou muitos anos ao ar livre sem proteção adequada.
Como é a aparência de uma ceratose actínica?
Uma característica comum é a textura. Algumas lesões são tão discretas que podem ser percebidas pelo toque antes mesmo de serem vistas, dando à pele uma sensação parecida com uma lixa. A cor e o formato, porém, variam bastante.
Entre as possíveis características estão:
- área seca, áspera ou descamativa;
- mancha plana ou levemente elevada;
- tonalidade rosada, avermelhada, marrom, acinzentada ou semelhante à cor da pele;
- coceira, ardor ou sensibilidade em alguns casos;
- formação de crostas ou sangramento;
- lesão que desaparece parcialmente e depois volta.
A Academia Americana de Dermatologia alerta que a ceratose actínica pode ter diferentes aparências e, em alguns casos, se parecer com uma mancha de idade ou uma área de pele irritada. Por isso, fotografias na internet não são suficientes para confirmar o diagnóstico.

Ceratose actínica é câncer de pele?
Não necessariamente. A ceratose actínica é considerada uma lesão pré-cancerosa. Algumas permanecem estáveis ou até desaparecem, enquanto outras podem evoluir para carcinoma espinocelular, um tipo de câncer de pele. Atualmente, não é possível prever com certeza qual lesão seguirá esse caminho.
Por isso, não é indicado simplesmente observar indefinidamente uma área áspera que surgiu em uma região muito exposta ao sol. O conteúdo do Tua Saúde sobre ceratose actínica explica que a avaliação e o tratamento pelo dermatologista ajudam a evitar a progressão das lesões.
Existe tratamento para essas manchas?
Sim. Existem diferentes opções, e a escolha depende da quantidade, localização, extensão e características das lesões. As diretrizes da American Academy of Dermatology incluem tratamentos como crioterapia, medicamentos aplicados na pele e terapia fotodinâmica. Em alguns casos, uma única lesão pode ser tratada diretamente; quando há várias áreas de pele danificadas pelo sol, pode ser necessário tratar uma região maior.
Não é recomendado arrancar crostas, lixar a área ou aplicar ácidos e produtos caseiros para tentar remover a mancha. Além de machucar a pele, isso pode atrasar o diagnóstico de uma lesão que precisa de tratamento específico.

Quando uma mancha áspera precisa ser mostrada ao dermatologista?
Uma área nova, áspera e persistente em pele muito exposta ao sol já justifica avaliação, principalmente se crescer, engrossar, ficar dolorida, sangrar, formar uma ferida que não cicatriza ou mudar rapidamente. Esses sinais não significam necessariamente câncer, mas tornam ainda mais importante examinar a lesão.
Depois do diagnóstico, proteger a pele também ajuda a reduzir novos danos. Usar protetor solar de amplo espectro, roupas, chapéu e sombra e evitar bronzeamento artificial são medidas importantes. Como existe tratamento eficaz e algumas ceratoses actínicas podem evoluir para câncer de pele, procurar o dermatologista é mais seguro do que esperar para ver se a mancha desaparece sozinha.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento realizado por um dermatologista ou outro profissional de saúde.









