Perceber que as unhas começaram a lascar, descamar ou quebrar com facilidade depois dos 50 anos pode gerar preocupação, principalmente quando isso acontece mesmo sem o uso frequente de esmaltes. As unhas quebradiças podem estar relacionadas ao envelhecimento natural, ao ressecamento e ao contato repetido com água e produtos de limpeza, sem significar necessariamente falta de vitaminas. Embora algumas doenças e deficiências nutricionais também possam causar fragilidade, observar os hábitos diários e outras mudanças nas unhas ajuda a entender quando o problema pode ser resolvido com cuidados simples e quando merece investigação médica.
Por que as unhas podem ficar mais frágeis com a idade?
As unhas são formadas principalmente por queratina, uma proteína que organiza sua estrutura em camadas resistentes. Com o envelhecimento, o crescimento das unhas pode ficar mais lento, enquanto mudanças na hidratação e na estrutura da lâmina ungueal favorecem o aparecimento de rachaduras, descamação e linhas longitudinais.
Essas alterações são especialmente comuns nas unhas das mãos, que ficam expostas diariamente a diferentes fatores ambientais. A fragilidade pode aumentar quando a pessoa realiza atividades domésticas frequentes, lava as mãos muitas vezes ou utiliza substâncias que retiram a oleosidade natural da pele e da região ao redor das unhas.
A Associação Canadense de Dermatologia explica que as unhas quebradiças são mais frequentes com o envelhecimento e que a exposição excessiva à água, aos detergentes e aos produtos agressivos está entre as principais causas. Isso ocorre porque os ciclos repetidos de umedecimento e secagem fazem a unha expandir e contrair, favorecendo pequenas separações entre suas camadas.

Água e produtos de limpeza podem causar unhas quebradiças?
Sim. Lavar louça, limpar banheiros, esfregar roupas e permanecer com as mãos molhadas durante longos períodos são situações que podem enfraquecer as unhas progressivamente. O contato com detergentes, desengordurantes e outros produtos químicos pode agravar o ressecamento e favorecer a quebra nas pontas.
O uso frequente de acetona, a retirada agressiva de esmaltes em gel e o lixamento excessivo também podem contribuir para a fragilidade. Entretanto, nem toda unha que quebra está relacionada ao esmalte ou à deficiência de nutrientes. Em muitas pessoas, a combinação entre envelhecimento e pequenos desgastes diários é suficiente para explicar o problema.
O que fazer para proteger as unhas no dia a dia?
Algumas mudanças na rotina podem ajudar a diminuir a exposição aos fatores que provocam ressecamento e quebra. Entre os cuidados recomendados estão:
- Usar luvas nas tarefas domésticas: proteger as mãos ao lavar louça e utilizar produtos de limpeza reduz o contato direto com água e substâncias irritantes.
- Hidratar unhas e cutículas: aplicar creme hidratante nas mãos, nas unhas e na pele ao redor, especialmente após lavá-las e antes de dormir.
- Manter as unhas mais curtas: isso diminui a possibilidade de enroscarem em objetos e sofrerem pequenas quebras.
- Evitar retirar ou cortar excessivamente as cutículas: essa região ajuda a proteger a base das unhas contra agentes externos.
- Diminuir procedimentos agressivos: evitar lixamentos intensos, remoção forçada de esmaltes e uso repetido de solventes.
Também é importante secar bem as mãos após a lavagem e evitar manter luvas úmidas por períodos prolongados. Os cuidados precisam ser constantes, pois a parte danificada da unha não se recupera imediatamente. A melhora costuma aparecer à medida que uma nova unha cresce.

Quando a quebra das unhas pode indicar outro problema?
Embora a fragilidade seja comum com o envelhecimento, algumas alterações precisam de avaliação. Infecções por fungos, doenças inflamatórias da pele, alterações da tireoide e deficiência de ferro podem afetar as unhas, mas nenhuma dessas condições deve ser presumida apenas pela presença de quebras.
É recomendado procurar um dermatologista quando surgirem mudanças importantes na cor, como manchas escuras novas ou que aumentam, espessamento acentuado, descolamento, dor, vermelhidão ou inchaço ao redor das unhas. A fragilidade que persiste mesmo após mudanças nos cuidados também merece investigação.
Conforme explicado no conteúdo sobre unhas fracas, fatores externos e alterações de saúde podem provocar sintomas semelhantes. Por isso, exames e tratamentos devem ser definidos conforme a avaliação médica, evitando o uso de vitaminas, suplementos de biotina ou antifúngicos por conta própria.
Depois dos 50 anos, observar as unhas e protegê-las das agressões diárias pode fazer diferença. Entretanto, quando a aparência muda significativamente ou a fragilidade não melhora, identificar a causa é mais importante do que tentar apenas endurecer as unhas com produtos cosméticos.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento orientado por um médico.









