Sim, em muitos casos, mas a quantidade precisa ser individualizada. Ter doença renal não significa automaticamente retirar banana, feijão, batata, tomate e outros alimentos ricos em potássio da alimentação. A necessidade de restrição depende da função dos rins, do estágio da doença, dos níveis de potássio nos exames, dos medicamentos utilizados e, em alguns casos, do tipo de diálise. Por isso, mudanças importantes na dieta devem ser orientadas pelo médico e pelo nutricionista.
Por que o potássio exige atenção na doença renal?
Os rins ajudam a manter a quantidade de potássio no sangue dentro de uma faixa adequada. Quando sua função está reduzida, pode ficar mais difícil eliminar o excesso do mineral pela urina. Como consequência, algumas pessoas desenvolvem hipercalemia, que é o aumento do potássio no sangue.
O Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais dos Estados Unidos explica que a quantidade adequada de potássio deve ser definida individualmente na doença renal crônica. Valores muito altos ou muito baixos podem afetar músculos e coração.
Todo mundo com doença nos rins precisa cortar potássio?
Não. Nos estágios iniciais da doença renal crônica, algumas pessoas apresentam potássio normal e podem ter poucas restrições alimentares. Conforme a doença avança, porém, as necessidades nutricionais podem mudar. Também existem medicamentos capazes de elevar o potássio, o que influencia a orientação.
Antes de restringir alimentos, o profissional costuma considerar fatores como:
- resultado do potássio no sangue;
- grau de funcionamento dos rins;
- estágio da doença renal;
- presença ou não de diálise;
- medicamentos utilizados;
- quantidade e frequência dos alimentos ricos em potássio consumidos.
Restringir frutas, verduras e legumes sem necessidade também pode diminuir a variedade e a qualidade nutricional da dieta.

Quais alimentos podem precisar de maior controle?
Banana, abacate, água de coco, laranja, mamão, batata, tomate, feijões, lentilha, frutas secas e algumas oleaginosas podem fornecer quantidades importantes de potássio. Entretanto, a porção também conta: uma quantidade grande de um alimento considerado moderado em potássio pode fornecer mais do mineral do que uma pequena porção de um alimento mais concentrado.
Outro cuidado envolve sal light, sal diet e alguns substitutos do sal, que podem conter cloreto de potássio. Quando existe indicação para controlar o mineral, o NIDDK recomenda observar esse ingrediente nos rótulos. O Tua Saúde também apresenta formas de reduzir o potássio dos alimentos e exemplos de opções com diferentes quantidades do mineral.
Deixar de molho e cozinhar ajuda a retirar potássio?
Sim. Algumas técnicas culinárias conseguem reduzir parte do potássio presente principalmente em legumes, verduras e tubérculos. Como o mineral passa para a água durante o preparo, cortar o alimento em pedaços, deixá-lo de molho e depois cozinhá-lo em bastante água pode diminuir sua concentração.
Quando essa técnica for recomendada, alguns cuidados podem ser úteis:
- descascar e cortar o alimento em pedaços menores;
- deixá-lo de molho em bastante água conforme a orientação do nutricionista;
- descartar a água usada no molho;
- cozinhar o alimento em água abundante;
- descartar também a água do cozimento, sem aproveitá-la em sopas ou molhos.
O NIDDK inclui o cozimento em água e a técnica conhecida como lixiviação entre as formas de diminuir o potássio de determinados vegetais. Ainda assim, o processo reduz, mas não elimina completamente o mineral, portanto a quantidade consumida continua sendo relevante.

Como saber quanto potássio é seguro consumir?
Não existe uma quantidade única adequada para todas as pessoas com doença renal. O acompanhamento dos exames permite verificar se o potássio permanece dentro da faixa desejada e ajustar a alimentação quando necessário. Pessoas em hemodiálise, por exemplo, podem precisar de orientações diferentes das que estão nos estágios iniciais da doença.
Por isso, não é indicado retirar vários alimentos ou usar técnicas para reduzir potássio apenas por ter recebido um diagnóstico renal. O nutricionista pode adaptar as porções e o preparo à rotina, preservando o máximo possível de variedade na alimentação sem ultrapassar a quantidade adequada para cada pessoa.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica ou nutricional. Pessoas com doença renal devem fazer alterações importantes no consumo de potássio somente com orientação profissional.









