A artrose no joelho é uma das causas mais comuns de dor articular depois dos 50 anos e costuma se desenvolver aos poucos, a partir de uma combinação de fatores que vão se somando ao longo da vida. Peso corporal elevado, lesões antigas, tarefas repetitivas no trabalho e alterações no alinhamento da articulação estão entre os principais pontos de atenção apontados pela ciência. Entender esses fatores ajuda a cuidar melhor do joelho, mas ter um ou mais deles não significa que a doença irá, necessariamente, aparecer.
O que é a artrose no joelho?
A artrose no joelho, também chamada de osteoartrite ou gonartrose, é uma doença caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem que reveste a articulação, acompanhada de alterações no osso, ligamentos e tecidos ao redor. Esse processo gera dor, rigidez e dificuldade para dobrar e esticar o joelho com o passar do tempo.
Os sintomas tendem a piorar após longos períodos em pé, ao subir escadas ou ao se levantar de uma cadeira, e costumam melhorar com o repouso. Reconhecer os primeiros sinais da artrose no joelho é importante para iniciar o tratamento cedo e preservar a qualidade de vida.
Por que o peso corporal faz tanta diferença?
O joelho suporta várias vezes o peso do corpo em movimentos simples como caminhar, subir escadas ou agachar. Cada quilo a mais aumenta a carga sobre a cartilagem e as estruturas internas da articulação, acelerando o desgaste ao longo dos anos.
Além da sobrecarga mecânica, o excesso de gordura corporal também favorece um estado inflamatório de baixo grau, que pode piorar a saúde articular. Por isso, manter o peso adequado é uma das medidas mais importantes para reduzir o risco de desenvolver ou agravar a artrose do joelho.

Quais são os principais fatores de risco envolvidos?
Vários elementos ao longo da vida contribuem para o surgimento da artrose no joelho, e a combinação deles costuma pesar mais do que cada um isoladamente. Confira os principais fatores apontados por estudos e diretrizes médicas:
- Idade avançada, especialmente após os 50 anos
- Sobrepeso e obesidade, com aumento da carga sobre a articulação
- Lesões antigas no joelho, como entorses, rupturas de menisco ou de ligamentos
- Sobrecarga ocupacional, com tarefas repetidas de agachar, ajoelhar, subir escadas ou carregar peso
- Alterações no alinhamento do joelho, como joelhos arqueados ou em “X”
- Fraqueza da musculatura da coxa, especialmente do quadríceps
- Sexo feminino e histórico familiar de artrose
Ter um ou mais desses fatores aumenta o risco, mas não garante o aparecimento da doença. Muitas pessoas convivem com essas condições e nunca desenvolvem sintomas significativos.
O que a revisão sistemática científica mostra sobre o tema?
A relação entre esses fatores e o surgimento da artrose foi avaliada em revisões sistemáticas que reuniram dezenas de estudos ao redor do mundo. Segundo a revisão sistemática com meta-análise Risk factors for onset of osteoarthritis of the knee in older adults publicada no periódico Osteoarthritis and Cartilage, obesidade, trauma prévio no joelho, sexo feminino, idade mais avançada e presença de artrose nas mãos foram associados a maior risco de desenvolver artrose do joelho em adultos mais velhos.
Os autores destacam que muitos desses fatores são modificáveis, o que abre espaço para prevenção com mudanças de estilo de vida, controle de peso e cuidado com lesões articulares ao longo da vida.

Como reduzir o risco e proteger a articulação?
Apesar de alguns fatores, como idade e genética, não poderem ser alterados, muitos outros podem ser trabalhados no dia a dia para preservar a saúde do joelho. Veja medidas com respaldo científico que ajudam a reduzir o risco de artrose:
- Mantenha o peso corporal adequado, com alimentação equilibrada e orientação profissional
- Faça exercícios de fortalecimento para pernas, glúteos e core de forma regular
- Trate corretamente lesões antigas no joelho, com fisioterapia e acompanhamento ortopédico
- Alterne tarefas repetitivas no trabalho, com pausas e cuidados ergonômicos
- Use calçados confortáveis e com bom amortecimento no dia a dia
- Pratique atividades de baixo impacto, como caminhada, natação ou bicicleta
Programas estruturados de exercícios para fortalecer o joelho são especialmente úteis para quem já tem desconforto na articulação ou histórico de lesão, e devem ser orientados por fisioterapeuta ou educador físico. Quem já convive com artrose em outras articulações também costuma se beneficiar desses cuidados.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico ortopedista, reumatologista ou fisioterapeuta. Em caso de dor persistente, inchaço ou dificuldade para movimentar o joelho, procure sempre orientação profissional qualificada para investigar as causas e definir o tratamento mais adequado.









