A úlcera no estômago é uma ferida na camada que reveste a parte interna do órgão. Entre os fatores mais importantes estão a infecção por Helicobacter pylori e o uso de anti-inflamatórios não esteroides. O cigarro também entra nessa relação, mas de maneira diferente: ele não costuma ser colocado entre as duas principais causas, porém pode prejudicar as defesas do estômago e dificultar a cicatrização da úlcera.
H. pylori e anti-inflamatórios estão entre as principais causas?
Sim. O National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases aponta a infecção por H. pylori e os anti-inflamatórios não esteroides, como ibuprofeno, naproxeno e aspirina, como as causas mais comuns de úlcera péptica.
A úlcera gástrica é um dos tipos de úlcera péptica e surge quando há uma lesão na mucosa do estômago. O conteúdo do Tua Saúde sobre causas e sintomas da úlcera gástrica também inclui a H. pylori e o uso recorrente de anti-inflamatórios entre os principais fatores envolvidos.
Como a bactéria H. pylori favorece a formação da úlcera?
A H. pylori consegue permanecer no estômago e provocar inflamação persistente. Em algumas pessoas, a infecção interfere nos mecanismos que protegem a mucosa contra o conteúdo ácido, favorecendo o aparecimento de lesões e úlceras.
Ter a bactéria, porém, não significa necessariamente desenvolver uma úlcera. Muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas. Quando existe suspeita, a investigação pode envolver teste respiratório, exame de fezes ou endoscopia com pesquisa da bactéria. O Tua Saúde detalha como a infecção por H. pylori pode ser identificada e tratada.

Por que o uso frequente de anti-inflamatórios aumenta o risco?
Os anti-inflamatórios não esteroides reduzem a produção de substâncias chamadas prostaglandinas, que participam da proteção do estômago. Com essas defesas diminuídas, a mucosa fica mais suscetível a lesões. De acordo com o NIDDK, alguns fatores podem elevar ainda mais o risco:
- usar anti-inflamatórios por períodos prolongados;
- tomar doses mais altas;
- usar mais de um anti-inflamatório;
- combinar esses remédios com outros medicamentos que aumentam o risco de lesões gastrointestinais;
- ter também infecção por H. pylori.
Por isso, quem precisa desses medicamentos com frequência não deve aumentar, reduzir ou interromper a dose por conta própria. Dependendo do risco individual, o médico pode avaliar mudanças no tratamento ou medidas para proteger o estômago.
O cigarro também pode piorar a úlcera?
O tabagismo merece atenção porque pode prejudicar os mecanismos de defesa da mucosa e tornar a cicatrização mais lenta. Uma revisão sobre tabagismo e úlcera péptica disponível no PubMed descreve que as úlceras em fumantes tendem a ser mais difíceis de cicatrizar e apresentam maior possibilidade de recorrência.
Isso não coloca o cigarro no mesmo nível da H. pylori e dos anti-inflamatórios como uma das principais causas. Ainda assim, parar de fumar pode favorecer a recuperação. O NIDDK também informa que o tabagismo pode retardar a cicatrização de úlceras.

Quando a dor no estômago precisa de avaliação?
Dor ou queimação na parte superior do abdome, náusea, sensação de estômago cheio e desconforto após comer podem ocorrer na úlcera, mas também aparecem em outros problemas digestivos. A presença desses sintomas, sozinha, não confirma o diagnóstico. Alguns sinais exigem avaliação médica rápida:
- vômito com sangue ou com aspecto semelhante a borra de café;
- fezes pretas ou com sangue;
- dor abdominal intensa e persistente;
- tontura, desmaio ou fraqueza importante.
O diagnóstico pode exigir endoscopia e investigação da presença de H. pylori. O tratamento depende da causa e pode envolver medicamentos para reduzir a acidez, antibióticos quando há infecção pela bactéria e revisão do uso de anti-inflamatórios sob orientação médica.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.









