A spirulina é uma microalga rica em proteínas, ferro, vitaminas do complexo B e ficocianina, um pigmento azul com ação antioxidante. Estudos sugerem efeitos favoráveis sobre colesterol, glicose e pressão arterial, mas os resultados ainda vêm de pesquisas pequenas. Antes de consumir, é importante escolher produtos de procedência confiável e verificar se não há contraindicações.
O que é a spirulina?
Apesar de ser chamada de alga, a spirulina é uma cianobactéria, um micro-organismo que faz fotossíntese e cresce em águas alcalinas. Ela é cultivada em tanques, desidratada e vendida em pó, cápsulas ou comprimidos, de cor verde-azulada intensa.
O uso como alimento é antigo em algumas regiões do México e da África, mas a popularidade atual vem da fama de superalimento. Essa fama, porém, é maior do que as evidências disponíveis.

O que a ciência mostra sobre a spirulina?
Os efeitos metabólicos da alga foram reunidos em uma análise de ensaios clínicos. Segundo uma revisão publicada na revista Diabetes, Metabolic Syndrome and Obesity em 2018, pesquisadores avaliaram 12 ensaios clínicos com doses de 1 a 19 gramas por dia, usadas por períodos de 2 a 48 semanas.
Os autores encontraram um efeito favorável da spirulina sobre colesterol, glicose e pressão diastólica. Os resultados se mantiveram nas análises de sensibilidade. Ainda assim, os estudos incluídos eram, em geral, pequenos e de curta duração, o que limita conclusões definitivas.
Quais nutrientes a spirulina oferece?
Em pequena quantidade, a alga concentra vários nutrientes:
- Proteínas, que representam mais da metade do peso do pó seco;
- Ferro, com cerca de 2 miligramas em uma colher de sopa;
- Vitaminas do complexo B, como tiamina e riboflavina;
- Ficocianina, pigmento azul com ação antioxidante e anti-inflamatória;
- Betacaroteno, cobre e magnésio.
Uma colher de sopa de spirulina, com cerca de 7 gramas, tem aproximadamente 20 calorias e 4 gramas de proteína. Para saber as formas de uso e as doses mais estudadas, vale entender para que serve a spirulina e como tomar.
A spirulina é boa fonte de vitamina B12?
Não. Embora o rótulo de alguns produtos indique vitamina B12, grande parte dessa substância é uma forma inativa, chamada pseudovitamina B12, que o corpo humano não consegue usar. Ela pode inclusive mascarar exames e atrapalhar a absorção da forma ativa.
Por isso, veganos e vegetarianos não devem contar com a spirulina para suprir a necessidade de B12. Nesses casos, o suplemento específico da vitamina continua necessário, com orientação profissional.

Quem deve evitar a spirulina?
Alguns grupos precisam de cautela ou devem evitar o consumo:
- Pessoas com fenilcetonúria, porque a alga é rica em fenilalanina;
- Pessoas com doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide, pelo estímulo ao sistema imune;
- Quem usa remédios imunossupressores, como após transplantes;
- Gestantes, lactantes e crianças, pela falta de estudos de segurança;
- Pessoas com alergia a algas ou frutos do mar.
A procedência do produto faz toda a diferença
O principal risco da spirulina está na contaminação. Produtos cultivados em condições inadequadas podem conter metais pesados ou microcistinas, toxinas produzidas por outras cianobactérias que danificam o fígado. Escolher marcas com registro e laudos de qualidade reduz esse risco. Sinais como náusea, dor abdominal, urina escura ou pele amarelada após o uso exigem suspensão imediata e avaliação médica.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um médico ou nutricionista. Antes de usar a spirulina, principalmente com doenças crônicas ou remédios contínuos, procure avaliação profissional.









