Calor, suor e umidade criam condições favoráveis para a proliferação dos fungos que causam micose nos pés, também conhecida como frieira ou pé de atleta. Por isso, o problema tende a ganhar mais espaço no verão, especialmente quando os pés permanecem úmidos por muito tempo. Andar descalço em pisos molhados de uso coletivo e não secar bem entre os dedos após o banho são hábitos que aumentam a exposição e facilitam a infecção.
Por que a micose nos pés é favorecida pelo verão?
Os fungos responsáveis pelas micoses superficiais se desenvolvem melhor em ambientes quentes e úmidos. A Sociedade Brasileira de Dermatologia explica que calor, umidade e excesso de suor favorecem a multiplicação desses microrganismos, e os pés estão entre as regiões mais atingidas.
No verão, a combinação de transpiração, piscinas, praias, calçados fechados e pés molhados por mais tempo facilita a permanência de umidade entre os dedos. Isso não significa que a micose desapareça nas outras estações, mas as condições típicas dos meses quentes podem favorecer seu aparecimento.
Qual costume aumenta o risco de pegar frieira?
Andar descalço em locais que permanecem úmidos, principalmente quando são compartilhados por muitas pessoas, é um dos hábitos que merece atenção. Vestiários, saunas, lava-pés de piscinas e banheiros coletivos podem facilitar o contato da pele com fungos. A própria SBD recomenda evitar caminhar descalço nesses ambientes.
Outro costume comum acontece dentro de casa: sair do banho, secar rapidamente os pés e deixar os espaços entre os dedos ainda úmidos. Como essa região tem pouca ventilação, a água pode permanecer ali por mais tempo e criar um ambiente favorável à proliferação dos fungos.

Quais sinais podem indicar micose nos pés?
A micose no pé costuma atingir principalmente a região entre os dedos, embora também possa afetar outras partes. Os sintomas variam e nem toda descamação significa que existe uma infecção por fungos.
Entre as alterações mais comuns estão:
- coceira entre os dedos ou na planta dos pés;
- descamação da pele;
- pele esbranquiçada e úmida entre os dedos;
- vermelhidão ou ardência;
- pequenas rachaduras que podem causar desconforto.
Como diminuir a umidade e prevenir o problema?
A prevenção passa principalmente por manter os pés limpos, secos e ventilados. Depois do banho, vale dedicar alguns segundos para secar cuidadosamente os espaços entre todos os dedos, sem esfregar a pele de forma agressiva. Também é preferível não permanecer muitas horas com meias molhadas de suor ou calçados úmidos.
Outros cuidados recomendados pela Sociedade Brasileira de Dermatologia para prevenir micoses incluem:
- usar chinelos em vestiários, saunas e outras áreas úmidas coletivas;
- preferir calçados mais ventilados sempre que possível;
- trocar meias úmidas;
- não compartilhar toalhas, calçados e outros objetos pessoais;
- manter os pés bem secos, principalmente entre os dedos.

Quando a frieira precisa ser avaliada pelo dermatologista?
Coceira ou descamação persistente merece avaliação quando não melhora, se espalha, volta repetidamente ou vem acompanhada de feridas, dor intensa, secreção ou sinais de infecção. Isso é especialmente importante para pessoas com diabetes, problemas de circulação ou baixa imunidade, nas quais lesões nos pés podem exigir cuidados adicionais.
Também não é indicado usar qualquer pomada apenas pela aparência da pele. Dermatites, alergias e outras doenças podem se parecer com micose, e o tratamento depende do diagnóstico correto. Quando confirmada, a frieira geralmente é tratada com medicamentos antifúngicos indicados de acordo com a extensão e a localização da infecção.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica. Alterações persistentes ou recorrentes nos pés devem ser avaliadas por um profissional de saúde.









