A síndrome mão-pé-boca é uma infecção viral contagiosa que provoca principalmente febre, feridas dolorosas na boca e pequenas manchas ou bolhas nas mãos e nos pés. Ela aparece com mais frequência em crianças menores de 5 anos, especialmente porque nessa fase o sistema imunológico ainda está amadurecendo e o contato próximo em creches e pré-escolas facilita a circulação dos vírus. Apesar do nome, adultos também podem desenvolver a doença.
O que causa a síndrome mão-pé-boca?
A doença é provocada por vírus do grupo dos enterovírus. A Sociedade Brasileira de Pediatria explica que diferentes enterovírus podem causar a síndrome mão-pé-boca, incluindo variantes do Coxsackie e o Enterovírus A71.
Esses vírus podem ser transmitidos de uma pessoa para outra por secreções respiratórias, saliva, contato com o líquido das lesões e, principalmente, pelas fezes. A Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde também destaca que, embora adultos possam ser infectados, a doença é especialmente frequente antes dos 5 anos.
Quais são os sintomas mais comuns?
O quadro pode começar com febre, mal-estar, dor de garganta e perda de apetite. Depois, aparecem as lesões que dão nome à síndrome. O Tua Saúde detalha os principais sintomas da síndrome mão-pé-boca e explica como ocorre sua transmissão.
Entre as manifestações mais características estão:
- manchas ou pequenas bolhas nas palmas das mãos e plantas dos pés;
- feridas ou pequenas úlceras dolorosas dentro da boca;
- febre e dor de garganta;
- falta de apetite e dificuldade para engolir;
- lesões que também podem aparecer nas nádegas ou em outras partes do corpo.

Por que crianças menores de 5 anos pegam mais?
Há mais de um motivo. A Sociedade Brasileira de Pediatria destaca que crianças pequenas ainda têm o sistema imunológico em desenvolvimento. Como ainda não tiveram contato com muitos dos enterovírus que circulam na população, elas também possuem menos imunidade adquirida contra esses agentes.
O comportamento nessa idade favorece a transmissão. Crianças pequenas colocam as mãos e objetos na boca, compartilham brinquedos e permanecem próximas umas das outras em creches e escolas. Além disso, trocas de fraldas e dificuldades naturais de higiene aumentam as oportunidades de contato com secreções ou fezes contaminadas.
Como evitar que o vírus se espalhe?
Como não há uma única medida capaz de impedir todos os casos, a prevenção depende principalmente de higiene e redução do contato com secreções de pessoas infectadas. Alguns cuidados são especialmente úteis em casas, creches e escolas:
- lavar as mãos frequentemente, especialmente após trocar fraldas ou usar o banheiro;
- não compartilhar copos, talheres e outros objetos levados à boca;
- limpar brinquedos e superfícies tocados com frequência;
- evitar contato próximo enquanto a criança estiver com sintomas;
- ensinar, conforme a idade, hábitos de higiene ao tossir e espirrar.
Mesmo depois da melhora, o vírus pode continuar sendo eliminado nas fezes por algum tempo. Por isso, a higiene das mãos permanece importante após o desaparecimento das lesões.

A síndrome mão-pé-boca costuma ser grave?
Na maioria das crianças, a doença é autolimitada e melhora em aproximadamente uma semana. O tratamento costuma se concentrar em aliviar a febre e a dor e, principalmente, manter a hidratação. As feridas na boca podem dificultar a ingestão de líquidos e alimentos, o que merece atenção especial nos menores.
A avaliação pediátrica é indicada quando há dificuldade importante para beber líquidos, sinais de desidratação, sonolência fora do habitual, sintomas intensos ou piora do quadro. Embora complicações sejam incomuns, alguns tipos de enterovírus podem estar associados a manifestações mais graves.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um pediatra ou outro profissional de saúde.









