A infecção urinária pode se tornar mais frequente depois da menopausa por causa da queda do estrogênio. A redução desse hormônio modifica os tecidos da vagina e da uretra e também pode alterar as bactérias que normalmente ajudam a proteger a região, facilitando a entrada de microrganismos no trato urinário.
Por que a menopausa pode aumentar o risco
Depois da menopausa, os tecidos vaginais e urinários podem ficar mais finos, secos e sensíveis. Essas mudanças também podem afetar a uretra e reduzir algumas das barreiras naturais contra bactérias.
De acordo com o American College of Obstetricians and Gynecologists, a queda do estrogênio também pode diminuir a presença de bactérias protetoras na vagina e na bexiga, favorecendo infecções recorrentes.

Quais sintomas merecem atenção
Os sinais de uma infecção urinária podem variar, mas os sintomas mais comuns incluem:
- ardor ou dor ao urinar;
- vontade urgente de ir ao banheiro;
- necessidade de urinar muitas vezes em pequenas quantidades;
- dor ou pressão na parte baixa do abdômen;
- urina com sangue em alguns casos.
Quando esses episódios se repetem, é importante confirmar se realmente se trata de uma nova infecção e investigar fatores que possam estar favorecendo a recorrência.
Estudo avaliou estrogênio vaginal contra infecções recorrentes
O ensaio clínico Vaginal Estrogen for the Prevention of Recurrent Urinary Tract Infection in Postmenopausal Women, publicado na revista Female Pelvic Medicine & Reconstructive Surgery, comparou estrogênio vaginal com placebo em mulheres após a menopausa. Após seis meses, o grupo tratado apresentou menos episódios de infecção urinária. O Vaginal Estrogen for the Prevention of Recurrent Urinary Tract Infection in Postmenopausal Women: A Randomized Clinical Trial.
O estrogênio vaginal pode ser considerado em algumas mulheres com infecções recorrentes, mas precisa ser indicado individualmente por um profissional de saúde, levando em conta histórico clínico, sintomas e possíveis contraindicações.
Hábitos que podem ajudar no dia a dia
Algumas medidas simples podem ajudar a manter o trato urinário saudável, embora não substituam o tratamento quando existe uma infecção:
- manter uma hidratação adequada;
- evitar segurar a urina por longos períodos;
- urinar quando houver vontade;
- procurar avaliação quando os episódios começarem a se repetir;
- usar antibióticos somente conforme orientação médica.
Também é possível conhecer outros cuidados e opções de tratamento para infecção urinária.

Quando procurar atendimento mais rápido
Ardor ao urinar e urgência persistente merecem avaliação, principalmente quando já ocorreram várias infecções em poucos meses. Febre, calafrios, náuseas, vômitos ou dor forte nas costas podem indicar que a infecção atingiu os rins e exigem atendimento mais rápido.
Além disso, sintomas urinários depois da menopausa nem sempre significam infecção, já que ressecamento e alterações dos tecidos também podem causar desconforto. Por isso, episódios repetidos devem ser investigados em vez de tratados continuamente por conta própria.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.








