A perda de olfato sem resfriado pode ter diferentes causas e merece atenção quando persiste. Envelhecimento, alterações nasais, tabagismo, alguns medicamentos, infecções anteriores e traumatismos estão entre as possibilidades, por isso a duração do sintoma e o contexto em que começou ajudam na investigação.
O que pode causar perda de olfato
O olfato depende da passagem adequada do ar pelo nariz e do funcionamento dos nervos responsáveis por detectar os odores. Problemas em qualquer uma dessas etapas podem reduzir ou eliminar temporariamente essa capacidade.
Segundo o National Institute on Deafness and Other Communication Disorders, alterações do olfato podem estar relacionadas ao envelhecimento, infecções respiratórias, tabagismo, pólipos nasais, traumatismos na cabeça e alguns medicamentos.

Quais situações ajudam a identificar a causa
Algumas informações podem orientar melhor a avaliação médica. Vale observar:
- há quanto tempo o olfato mudou;
- se a perda foi súbita ou gradual;
- se houve infecção respiratória nas semanas anteriores;
- se existe nariz entupido ou secreção persistente;
- se houve queda ou pancada na cabeça;
- se algum medicamento novo foi iniciado recentemente.
Também é importante informar se o problema afeta apenas alguns cheiros ou se a pessoa deixou de perceber praticamente todos os odores.
O que um estudo mostra sobre distúrbios do olfato
A revisão Clinical assessment of patients with smell and taste disorders, publicada na revista Otolaryngologic Clinics of North America, descreve diferentes causas de alterações do olfato e destaca a importância da história clínica e do exame das vias nasais para direcionar a investigação.
O artigo também aborda causas pós-infecciosas, traumáticas e relacionadas ao envelhecimento. O Anosmia.
Cuidados importantes enquanto o olfato não volta
Quando o nariz deixa de perceber cheiros adequadamente, alguns sinais de perigo também podem passar despercebidos. Por isso, enquanto a causa está sendo investigada, alguns cuidados são importantes:
- manter detectores de fumaça funcionando;
- redobrar a atenção com vazamentos de gás;
- verificar datas de validade dos alimentos;
- não confiar apenas no cheiro para avaliar se uma comida estragou;
- evitar tabagismo, que pode piorar o olfato.
Veja também outras possíveis causas de perda de olfato e como esse sintoma pode ser investigado.

Quando é indicado procurar avaliação
Uma mudança do olfato que dura várias semanas, piora ou não tem uma explicação evidente deve ser relatada ao médico, especialmente quando interfere na alimentação ou na segurança do dia a dia.
Perda de olfato após traumatismo na cabeça, fraqueza em um lado do corpo, alteração da fala, confusão, dor de cabeça intensa ou outros sintomas neurológicos exige avaliação mais rápida.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.








