O ovo contém colesterol alimentar, mas isso não significa que ele precise ser tratado como vilão. O efeito sobre o colesterol no sangue depende da quantidade consumida, da resposta individual e, principalmente, do restante da alimentação, incluindo a presença de gorduras saturadas.
O colesterol do ovo não age sozinho
Um ovo grande fornece cerca de 200 mg de colesterol. Porém, a American Heart Association destaca que avaliar apenas esse número pode ser enganoso, porque ovos muitas vezes são consumidos junto com alimentos ricos em gordura saturada, como bacon, salsicha, manteiga e alguns queijos.
Por isso, a orientação atual é considerar o padrão alimentar completo. Segundo a American Heart Association, pessoas saudáveis podem incluir ovos em uma alimentação equilibrada, enquanto quem apresenta LDL elevado pode precisar reduzir tanto colesterol alimentar quanto gorduras saturadas.

O que pesa mais no colesterol
O colesterol LDL é influenciado por diferentes fatores. Assim, retirar o ovo e manter uma alimentação rica em gorduras saturadas e ultraprocessados pode não produzir o resultado esperado.
- Excesso de carnes gordurosas e embutidos;
- Manteiga, creme de leite e queijos mais gordurosos;
- Frituras e produtos ultraprocessados;
- Baixo consumo de fibras, frutas, verduras e cereais integrais.
Também existem fatores como genética, sedentarismo e algumas condições de saúde. Veja outras possíveis causas e cuidados relacionados ao colesterol alto.
O que um estudo científico mostrou
Segundo o estudo Egg consumption and risk of cardiovascular disease: three large prospective US cohort studies, systematic review, and updated meta-analysis, publicado no BMJ, o consumo moderado de ovos não apresentou associação consistente com maior risco cardiovascular na população geral analisada.
O Egg consumption and risk of cardiovascular disease: three large prospective US cohort studies, systematic review, and updated meta-analysis. Os próprios pesquisadores ressaltam que o contexto da dieta é importante, já que pessoas que consomem mais ovos também podem apresentar diferenças no consumo de carne vermelha e em outros hábitos alimentares.
Como incluir ovo sem perder o equilíbrio
Em vez de estabelecer uma regra universal, é mais útil observar como o ovo entra na refeição. Preparações simples e acompanhamentos ricos em fibras tendem a formar um conjunto nutricionalmente diferente de refeições com grande quantidade de gordura saturada.
- Prefira ovo cozido, pochê ou preparado com pouca gordura;
- Combine com verduras, legumes, feijão ou cereais integrais;
- Evite transformar bacon, linguiça e manteiga em acompanhamentos frequentes;
- Observe o conjunto da alimentação ao longo do dia.

Quem tem LDL alto precisa de mais atenção
Quem já apresenta colesterol LDL elevado, doença cardiovascular ou outros fatores de risco pode precisar de uma orientação mais individualizada. Nesses casos, não é adequado considerar o ovo completamente proibido, mas também não é prudente entendê-lo como um alimento liberado sem limite.
A quantidade ideal depende do resultado dos exames, dos demais alimentos consumidos e do risco cardiovascular individual. Ajustar todo o padrão alimentar costuma ser mais importante do que concentrar a atenção em um único alimento.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico ou nutricionista.









