A osteoporose costuma avançar sem dor ou outros sinais claros, enquanto os ossos perdem resistência gradualmente. Por isso, medir a densidade mineral óssea pode ajudar a identificar perda de massa óssea antes que uma fratura aconteça. O principal exame utilizado é a densitometria óssea, mas a necessidade de repetir o teste não segue um intervalo igual para todas as pessoas: idade, resultado anterior, risco de fratura e tratamento influenciam essa decisão.
Por que a osteoporose pode passar despercebida por anos?
O tecido ósseo está em constante renovação. Com o envelhecimento, especialmente após a menopausa, a perda de massa óssea pode superar sua reposição. Esse processo geralmente não provoca sintomas nas fases iniciais, mesmo quando a resistência do esqueleto já começou a diminuir.
Em muitos casos, a osteoporose é descoberta após uma fratura por um trauma que normalmente não causaria uma lesão tão importante. A condição aumenta principalmente o risco de fraturas em locais como coluna, quadril e punho, como explicado no conteúdo sobre osteoporose e suas principais consequências.
O que a densitometria óssea consegue mostrar?
A densitometria óssea, também chamada de DXA ou DEXA, utiliza uma pequena quantidade de radiação para medir a densidade mineral dos ossos, principalmente no quadril e na coluna. O resultado ajuda o médico a identificar redução da massa óssea e a avaliar, junto com outros fatores clínicos, o risco de fraturas.
O exame é simples e indolor e pode detectar alterações mesmo quando a pessoa ainda não apresenta qualquer sintoma. No Tua Saúde, é possível entender com mais detalhes como a densitometria óssea é feita e como seus resultados são avaliados.

A partir de qual idade o exame merece mais atenção?
A idade é um dos fatores usados para decidir quem deve ser avaliado, mas não é o único. Em recomendação publicada em 2025, a U.S. Preventive Services Task Force orienta o rastreamento de osteoporose em mulheres a partir dos 65 anos. Em mulheres após a menopausa com menos de 65 anos, a avaliação é indicada quando existem fatores que aumentam o risco de fraturas.
A orientação considera a densitometria por DXA uma das principais ferramentas para esse rastreamento. Para os homens, a mesma instituição afirma que ainda não há evidência suficiente para estabelecer uma recomendação universal de rastreamento baseada apenas na idade. Por isso, sexo, histórico de fraturas, uso de medicamentos, doenças associadas e outros fatores de risco também precisam entrar na decisão.
Por que a densidade óssea pode precisar ser medida novamente?
Depois de uma primeira densitometria, repetir o exame pode ajudar a acompanhar mudanças na massa óssea e verificar se o resultado terá impacto na conduta médica. No entanto, não existe uma regra de realizar o teste todos os anos para qualquer pessoa com osteoporose ou risco aumentado.
As posições oficiais da International Society for Clinical Densitometry destacam que o intervalo entre densitometrias deve ser individualizado conforme idade, sexo, risco de fratura, histórico de tratamento e objetivo clínico do novo exame. Uma fratura recente, início ou mudança de tratamento e alterações importantes nos fatores de risco podem modificar o momento adequado para repetir a avaliação.

Quem pode precisar de acompanhamento mais próximo?
Além da idade, algumas situações podem justificar uma avaliação mais individualizada da saúde dos ossos. Entre elas estão:
- osteoporose ou osteopenia já identificada;
- fratura após uma queda ou trauma de baixa intensidade;
- menopausa associada a outros fatores de risco;
- uso prolongado de medicamentos que favorecem perda óssea, como alguns corticoides;
- doenças que interferem no metabolismo ou na absorção de nutrientes;
- histórico familiar relevante de osteoporose ou fraturas.
A densitometria não deve ser encarada apenas como um exame para confirmar osteoporose uma única vez. Quando existe indicação clínica, acompanhar sua evolução pode ajudar o médico a decidir se medidas preventivas ou tratamentos precisam ser iniciados, mantidos ou revistos.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica. A indicação da densitometria e o intervalo entre os exames devem ser definidos individualmente de acordo com idade, histórico de saúde, risco de fraturas e tratamentos utilizados.









