Quem já teve trombose precisa informar esse histórico antes de iniciar qualquer reposição hormonal para a menopausa. O risco de novos coágulos pode variar conforme o tipo de hormônio, a dose e a via de administração, por isso a decisão deve ser individualizada e feita com acompanhamento médico.
Por que uma trombose anterior é tão importante
Ter apresentado trombose venosa profunda ou embolia pulmonar no passado pode modificar a avaliação de risco antes da terapia hormonal. O histórico deve ser analisado junto com idade, sintomas da menopausa, doenças associadas e outros fatores que aumentam a chance de novos eventos.
O Ministério da Saúde orienta que a escolha da terapia hormonal considere contraindicações, risco cardiovascular e a via de administração. A via oral, por exemplo, está associada a maior risco de eventos tromboembólicos em comparação com algumas opções transdérmicas.

Outros fatores também pesam na decisão
O risco de trombose não depende apenas de um episódio anterior. Antes de indicar o tratamento, o médico também pode avaliar fatores como:
- obesidade;
- tabagismo;
- imobilização prolongada;
- histórico familiar de trombose;
- presença de trombofilias;
- idade e tempo desde o início da menopausa.
Estudo reforça diferença entre as vias
A revisão Menopausal Hormone Therapy: A Narrative Review of Contemporary Evidence, publicada em 2026 na revista Pharmacotherapy, analisou evidências atuais sobre segurança e escolha da terapia hormonal na menopausa.
Os autores destacam que formulação, dose e via de administração interferem no perfil de risco e apontam o estradiol transdérmico como opção associada a menor risco de tromboembolismo venoso em comparação com terapias orais em diferentes estudos.
Quais sinais podem indicar um novo coágulo
Quem usa terapia hormonal ou tem histórico de trombose deve conhecer sintomas que exigem avaliação rápida. Entre os sinais de alerta estão:
- dor e inchaço súbitos em uma perna;
- calor ou vermelhidão no membro;
- falta de ar inesperada;
- dor no peito, principalmente ao respirar;
- tosse com sangue ou sensação de desmaio.

A reposição hormonal precisa ser individualizada
Ter tido trombose não significa que todas as formas de tratamento para os sintomas da menopausa sejam iguais ou devam ser avaliadas da mesma maneira. Em alguns casos, podem ser consideradas outras vias, doses ou até opções não hormonais, conforme o risco individual.
Quem está considerando reposição hormonal deve levar ao médico informações sobre episódios anteriores de trombose, medicamentos em uso e fatores de risco. O tratamento não deve ser iniciado, interrompido ou trocado sem orientação profissional.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico. Dor e inchaço súbitos em uma perna ou falta de ar inesperada exigem atendimento médico imediato.









