A ameixa seca é conhecida por ajudar a aliviar a prisão de ventre, mas também pode provocar gases, cólicas e sensação de barriga inchada em algumas pessoas. Isso acontece porque a fruta contém fibras e sorbitol, um tipo de açúcar natural que favorece a presença de água no intestino, mas pode ser fermentado pelas bactérias intestinais. A quantidade consumida e a sensibilidade individual influenciam esses efeitos. Por isso, começar com pequenas porções pode ser uma maneira de aproveitar os benefícios da fruta sem aumentar o desconforto digestivo.
Por que a ameixa seca ajuda a soltar o intestino?
A ameixa seca contém fibras solúveis e insolúveis, que contribuem para aumentar o volume das fezes e facilitar sua eliminação. Além disso, o sorbitol é parcialmente absorvido pelo organismo e ajuda a reter água no intestino, favorecendo a formação de fezes mais macias.
Essa combinação pode melhorar a frequência das evacuações em pessoas com prisão de ventre. Entretanto, a ameixa não funciona da mesma maneira para todos e não substitui a investigação de casos persistentes. Conheça outros benefícios da ameixa seca e como consumir.

O que um estudo científico revela sobre a ameixa seca?
Segundo o ensaio clínico randomizado Randomised clinical trial: dried plums (prunes) vs. psyllium for constipation, publicado na revista Alimentary Pharmacology & Therapeutics, em 2011, o consumo de ameixas secas melhorou a frequência das evacuações espontâneas completas e a consistência das fezes em comparação com o psyllium. A pesquisa envolveu 40 adultos com constipação e utilizou 100 gramas de ameixa seca por dia durante os períodos de tratamento. Os resultados indicam um possível benefício, mas não significam que todas as pessoas precisem consumir essa quantidade.
Por que a ameixa seca pode provocar gases e inchaço?
O sorbitol que não é absorvido pode chegar ao intestino grosso e ser fermentado pelas bactérias, produzindo gases. As fibras também podem aumentar a fermentação, especialmente quando seu consumo cresce rapidamente. Algumas pessoas apresentam estufamento abdominal, flatulência ou cólicas após comer a fruta.
O desconforto pode ser mais perceptível em pessoas com síndrome do intestino irritável ou sensibilidade ao sorbitol. Quantidades maiores também podem provocar fezes amolecidas ou diarreia.
Como consumir ameixa seca sem aumentar os gases?
O Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais dos Estados Unidos (NIDDK) recomenda aumentar o consumo de fibras gradualmente e manter uma ingestão adequada de líquidos. Para incluir a ameixa seca na alimentação, algumas medidas podem ajudar:
- Comece com uma ou duas unidades e observe a resposta do intestino;
- Aumente a quantidade aos poucos, conforme sua tolerância;
- Mantenha uma hidratação adequada às suas necessidades individuais;
- Evite aumentar várias fontes de fibras ao mesmo tempo;
- Reduza a porção caso apareçam gases, cólicas ou diarreia.
Não existe uma quantidade ideal para todas as pessoas. Quem possui restrição de líquidos ou necessidades alimentares específicas deve seguir as orientações do profissional de saúde.

Quando a prisão de ventre precisa de avaliação médica?
Se o intestino permanece preso apesar das mudanças alimentares, é importante procurar um clínico geral ou gastroenterologista. A constipação persistente pode estar relacionada a medicamentos, alterações hormonais ou outras condições que precisam de investigação.
Alguns sintomas exigem cuidados mais rápidos e não devem ser tratados apenas com alimentos ricos em fibras:
- Dor abdominal intensa, principalmente quando surge de repente;
- Vômitos associados à prisão de ventre;
- Incapacidade de eliminar gases ou fezes;
- Distensão abdominal importante acompanhada de piora do estado geral.
Esses sinais podem indicar uma obstrução intestinal ou outra condição grave e exigem atendimento médico imediato. Nesses casos, não aumente o consumo de ameixa seca ou laxantes por conta própria.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.








