A vitamina D é um nutriente que age como hormônio no organismo, essencial para a absorção de cálcio, a manutenção da densidade óssea e o funcionamento equilibrado do sistema imunológico. Produzida principalmente pela pele durante a exposição solar, ela também pode ser obtida por meio de alimentos como salmão, sardinha, gema de ovo e cogumelos. Estima-se que mais de um bilhão de pessoas no mundo tenham níveis insuficientes desse nutriente, o que aumenta o risco de fraturas, infecções respiratórias e fraqueza muscular, especialmente em idosos, gestantes e quem vive em regiões com pouca luz solar.
Por que a vitamina D é tão importante para os ossos?
A vitamina D favorece a absorção de cálcio e fósforo no intestino, dois minerais fundamentais para a formação e a manutenção da estrutura óssea. Sem níveis adequados, o cálcio da dieta não é bem aproveitado, e o organismo passa a retirar o mineral dos próprios ossos.
Com o tempo, esse desequilíbrio pode causar osteomalácia em adultos e raquitismo em crianças, além de aumentar o risco de osteoporose, dores ósseas persistentes e fraturas espontâneas, especialmente em idosos e mulheres na pós-menopausa.
Como a vitamina D atua no sistema imunológico?
Praticamente todas as células de defesa possuem receptores para a vitamina D, o que explica seu papel na regulação da resposta imune. Ela estimula a produção de peptídeos antimicrobianos e ajuda o organismo a controlar processos inflamatórios que, quando exagerados, prejudicam os próprios tecidos.
Pessoas com níveis adequados tendem a apresentar menor incidência de infecções respiratórias, como gripes e resfriados, além de resposta imunológica mais equilibrada frente a vírus e bactérias, aspecto especialmente relevante nos meses mais frios do ano.

Quais são as principais fontes desse nutriente?
Cerca de 80% a 90% da vitamina D é produzida pela pele durante a exposição solar, enquanto apenas 10% a 20% vem da alimentação. Para manter os níveis adequados, é recomendado combinar sol moderado com uma dieta que inclua fontes naturais desse nutriente:
- Peixes gordurosos como salmão, sardinha, atum e cavala
- Gema de ovo, especialmente de galinhas criadas soltas
- Cogumelos expostos à luz ultravioleta
- Fígado bovino, rico também em vitamina A e ferro
- Leite e derivados fortificados com vitamina D
- Óleo de fígado de bacalhau, uma das fontes mais concentradas
- Exposição solar de 15 a 20 minutos por dia, em braços e pernas, sem protetor solar
O que uma diretriz da Endocrine Society revela sobre a suplementação?
As evidências mais recentes sobre suplementação vitamínica ajudam a esclarecer quem realmente se beneficia da reposição. De acordo com a diretriz Vitamin D for the Prevention of Disease: An Endocrine Society Clinical Practice Guideline, publicada no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism em 2024, adultos saudáveis com menos de 75 anos não precisam suplementar vitamina D além da ingestão diária recomendada, nem realizar exames de dosagem de rotina.
Já para crianças, gestantes, idosos acima de 75 anos e pessoas com pré-diabetes de alto risco, o painel de especialistas recomenda suplementação empírica, já que esses grupos apresentam evidências mais consistentes de benefício na redução de infecções respiratórias, quedas e complicações metabólicas.

Quem precisa ficar atento à deficiência?
A falta de vitamina D costuma ser silenciosa e se manifesta com sintomas discretos, como cansaço persistente, dores musculares, fraqueza e maior frequência de infecções. Alguns grupos apresentam risco aumentado e devem conversar com um médico para avaliar os níveis por meio de exame de sangue:
- Idosos, especialmente acima dos 70 anos, pela menor síntese cutânea
- Gestantes e lactantes, que têm demanda aumentada
- Pessoas com pele mais escura, que produzem menos vitamina D com a mesma exposição solar
- Indivíduos com obesidade ou doenças que afetam a absorção intestinal
- Quem passa a maior parte do dia em ambientes fechados
- Pacientes com doença renal crônica ou em uso prolongado de certos medicamentos
Para saber mais sobre indicações, doses e cuidados, é possível consultar informações detalhadas sobre quando tomar vitamina D, os benefícios da vitamina D e os riscos associados ao excesso de vitamina D, que também pode causar problemas renais e cardiovasculares.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico ou nutricionista. Antes de iniciar qualquer suplementação de vitamina D, procure orientação profissional para dosagem individualizada, acompanhamento adequado e realização dos exames necessários.









