Nos cuidados paliativos em casa, controlar sintomas como dor e falta de ar é uma das prioridades para reduzir o sofrimento e preservar o conforto. A família deve seguir o plano definido pelos profissionais e avisar a equipe quando um sintoma piora, aparece de forma diferente ou não melhora com as medidas previamente orientadas.
Como funcionam os cuidados paliativos em casa
Os cuidados paliativos não significam abandonar o tratamento. A abordagem busca aliviar sintomas físicos, emocionais, sociais e espirituais de pessoas com doenças graves, sempre considerando necessidades, preferências e objetivos individuais.
A Organização Mundial da Saúde destaca dor e dificuldade para respirar entre os sintomas mais frequentes e importantes nesse contexto. O acompanhamento pode envolver médicos, enfermeiros e outros profissionais, inclusive no domicílio.
Quando dor ou falta de ar exigem contato

A equipe deve orientar previamente quais medidas usar diante dos sintomas e como entrar em contato. Em geral, vale pedir orientação quando houver uma mudança importante no estado da pessoa, principalmente nas seguintes situações:
- Dor intensa, nova ou que não melhora com o tratamento prescrito;
- Falta de ar mais forte ou diferente do habitual;
- Agitação, ansiedade ou sofrimento intenso relacionados aos sintomas;
- Confusão mental nova ou piora importante do nível de consciência;
- Vômitos persistentes ou dificuldade para tomar os medicamentos indicados.
Também é possível entender melhor os objetivos e tipos de cuidados paliativos e como essa assistência pode apoiar o paciente e seus cuidadores.
Estudo avaliou cuidados paliativos no domicílio
Segundo a revisão Effectiveness and cost-effectiveness of home palliative care services for adults with advanced illness and their caregivers, publicada na Cochrane Database of Systematic Reviews, os cuidados paliativos domiciliares estiveram associados a uma redução da carga de sintomas em pessoas com doenças avançadas. A análise reuniu 23 estudos e reforça a importância do acompanhamento organizado por uma equipe preparada para controlar sintomas no ambiente doméstico.
O resultado não significa que toda piora possa ser tratada somente em casa. Dependendo da intensidade do sintoma e dos objetivos definidos com o paciente, a própria equipe pode orientar avaliação presencial ou atendimento hospitalar.
O que não fazer por conta própria
Mesmo quando a família já conhece os medicamentos utilizados, não se deve aumentar, reduzir, suspender ou acrescentar doses por conta própria, a menos que essa conduta já esteja prevista no plano prescrito pela equipe.
- Mantenha os medicamentos nos horários e doses orientados;
- Registre quando a dor ou falta de ar começou e se houve piora;
- Observe se as medidas já prescritas conseguiram aliviar o sintoma;
- Tenha disponíveis os telefones e orientações para intercorrências.

Quando procurar ajuda imediatamente
Falta de ar muito intensa, piora rápida da respiração, coloração arroxeada, perda de consciência ou sofrimento grave exigem contato imediato com a equipe responsável e cumprimento do plano de urgência definido para o paciente. Se não for possível obter orientação rapidamente, deve-se buscar o serviço de emergência indicado para aquela situação.
Ter essas condutas combinadas antecipadamente ajuda a família a agir com mais segurança diante de uma piora e permite que as decisões respeitem os desejos e objetivos de cuidado da pessoa.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação e a orientação de um médico ou da equipe responsável pelos cuidados paliativos.









