A queda de cabelo intensa nem sempre é resultado apenas da herança genética. Em muitos casos, o problema tem origem em deficiências nutricionais que afetam diretamente o folículo capilar, comprometendo o ciclo natural de crescimento dos fios. Baixos níveis de ferritina, vitamina D, zinco e vitamina B12 estão entre os principais fatores associados ao eflúvio telógeno, um tipo de queda difusa que pode ser identificado por exames de sangue simples antes mesmo de qualquer tentativa de tratamento estético.
Por que o folículo capilar depende de nutrientes específicos?
As células que formam o fio de cabelo estão entre as que mais se multiplicam no organismo. Esse ritmo intenso exige aporte constante de vitaminas, minerais e proteínas para manter a produção de queratina e a oxigenação do bulbo.
Quando algum desses nutrientes falta, o folículo entra em modo de economia e interrompe precocemente a fase de crescimento. O resultado é o aumento da fase de queda, com fios que caem em maior volume e crescem mais finos.
Como o eflúvio telógeno se manifesta?
O eflúvio telógeno é caracterizado pela queda difusa dos fios, sem áreas específicas de calvície, e costuma surgir de dois a três meses após o fator desencadeante. Estresse intenso, dietas restritivas e carências nutricionais estão entre as causas mais comuns.
Diferentemente da alopecia androgenética, esse quadro tende a ser reversível quando a causa é identificada e corrigida. Vale lembrar que o estresse pode causar queda de cabelo por mecanismos que muitas vezes se somam às deficiências nutricionais.

Quais deficiências mais afetam a saúde capilar?
Algumas carências nutricionais têm relação direta com o enfraquecimento dos fios e o aumento da queda. Conhecê-las ajuda a orientar os exames adequados.
- Ferritina baixa: reflete estoques reduzidos de ferro, essenciais para o crescimento capilar.
- Vitamina D: participa da regulação dos ciclos do folículo e da diferenciação celular.
- Zinco: fundamental para a síntese de queratina e reparo tecidual.
- Vitamina B12: envolvida na formação das hemácias que oxigenam o couro cabeludo.
- Ácido fólico: apoia a divisão celular nas raízes dos fios.
- Proteínas: matéria-prima direta da estrutura capilar.
O que diz um estudo científico sobre deficiências e queda capilar?
A investigação laboratorial em quadros de queda difusa tem sido cada vez mais valorizada pela dermatologia. Uma pesquisa realizada em centro especializado avaliou de forma sistemática a prevalência dessas carências em pacientes com eflúvio telógeno, oferecendo evidências práticas para a rotina clínica.
Segundo o estudo Vitamin and Mineral Deficiencies in Patients With Telogen Effluvium, publicado no Journal of Drugs in Dermatology e indexado na base PubMed, a análise de 115 pacientes diagnosticados com eflúvio telógeno mostrou taxas relevantes de deficiência de vitamina D, ferritina e zinco. Os autores concluíram que a prevalência dessas carências justifica a inclusão dos respectivos exames laboratoriais na avaliação inicial de pacientes com queda de cabelo, reforçando que investigar a deficiência de vitamina D e outros marcadores é essencial antes de iniciar qualquer intervenção.

Quais estratégias ajudam a recuperar a saúde dos fios?
A recuperação capilar depende da correção das causas identificadas e da manutenção de hábitos que favoreçam o crescimento saudável dos fios. Veja medidas com respaldo científico.
- Realize exames de sangue completos antes de iniciar qualquer suplementação por conta própria.
- Priorize uma alimentação rica em proteínas magras, frutas, vegetais folhosos e leguminosas.
- Inclua fontes de ferro heme, como carnes e ovos, e associe com vitamina C para melhor absorção.
- Consuma alimentos ricos em zinco, como sementes de abóbora, castanhas e frutos do mar.
- Exponha-se ao sol de forma segura por 15 a 20 minutos diários, quando possível.
- Evite dietas restritivas prolongadas sem acompanhamento nutricional adequado.
Quando a perda dos fios persiste por mais de três meses ou vem acompanhada de outros sintomas, como cansaço e unhas frágeis, é fundamental buscar avaliação especializada para tratar a queda de cabelo de forma direcionada à causa real do problema.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizados por um médico ou profissional de saúde qualificado. Consulte sempre um especialista antes de iniciar qualquer mudança na alimentação, no uso de medicamentos ou na rotina de cuidados com a saúde.









