A perda de olfato pode acontecer durante gripes e resfriados, mas, quando surge sem nariz entupido ou não melhora com o tempo, merece atenção. Embora o olfato possa diminuir com a idade, uma mudança persistente não deve ser atribuída automaticamente ao envelhecimento.
Por que o olfato pode diminuir
O olfato depende da passagem do ar pelo nariz, da mucosa nasal e dos nervos que levam os sinais até o cérebro. Por isso, problemas nasais, infecções anteriores, tabagismo, alguns medicamentos e lesões na cabeça podem interferir nesse sentido.
Segundo o National Institute on Deafness and Other Communication Disorders, distúrbios do olfato podem ter várias causas, incluindo envelhecimento, infecções respiratórias, problemas nos seios da face, tabagismo, medicamentos e traumatismo craniano.
Sinais que merecem atenção

A perda de olfato pode ser parcial ou total e, às vezes, a pessoa percebe primeiro mudanças no paladar, já que grande parte do sabor dos alimentos depende do cheiro.
- Perda de olfato que dura semanas;
- Dificuldade para sentir cheiro de fumaça, gás ou comida estragada;
- Alteração do paladar sem explicação clara;
- Perda de olfato após queda ou pancada na cabeça;
- Entupimento nasal persistente, dor no rosto ou secreção recorrente.
O que diz um estudo científico
O estudo populacional Prevalence of olfactory impairment in older adults, publicado no JAMA, avaliou 2.491 adultos de 53 a 97 anos no Epidemiology of Hearing Loss Study.
Segundo o estudo, a alteração do olfato foi frequente em adultos mais velhos e aumentou com a idade, sendo mais comum em homens. Esse achado mostra que o envelhecimento pode contribuir, mas não dispensa investigação quando a mudança é nova, persistente ou vem após trauma.
Cuidados de segurança em casa
Quando o olfato está reduzido, alguns riscos passam despercebidos no dia a dia. Medidas simples ajudam a compensar essa perda enquanto a causa é investigada.
- Conferir se detectores de fumaça e gás funcionam corretamente;
- Observar validade, aparência e textura dos alimentos;
- Evitar provar comida suspeita para saber se está estragada;
- Pedir ajuda para identificar cheiros fortes ou vazamentos;
- Não mudar ou suspender remédios por conta própria.

Quando procurar avaliação
Procure avaliação se a perda de olfato não melhorar, surgir sem resfriado, aparecer após traumatismo na cabeça ou vier com dor facial, secreção nasal persistente, sangramento, dor de cabeça forte, confusão ou alterações neurológicas. O médico pode avaliar nariz, seios da face, medicamentos em uso e necessidade de testes específicos.
Também pode ser útil conhecer outras causas de perda de olfato, especialmente quando o sintoma persiste ou interfere na alimentação e na segurança em casa.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









