Passar muitas horas sentado em avião, carro, ônibus ou trem reduz o movimento das panturrilhas, que funcionam como uma espécie de bomba para ajudar o sangue a voltar das pernas ao coração. Por isso, mexer os tornozelos e contrair as panturrilhas pode favorecer a circulação na viagem.
Por que mexer as pernas ajuda
Quando a pessoa fica imóvel por muito tempo, o sangue pode circular mais lentamente nas veias das pernas. Esse efeito costuma ser discreto na maioria dos viajantes, mas pode ser mais importante em quem já tem fatores de risco para trombose.
O CDC orienta movimentar as pernas com frequência em viagens longas, exercitar os músculos da panturrilha e, quando possível, levantar para esticar as pernas.
Exercícios simples durante a viagem

Mesmo sentado, é possível ativar a musculatura das pernas. O ideal é repetir movimentos leves ao longo do trajeto, sem esperar sentir dor ou dormência.
- Flexione os tornozelos, puxando os dedos dos pés para cima e depois apontando para baixo.
- Faça círculos com os pés, alternando os lados.
- Contraia e solte as panturrilhas algumas vezes.
- Estique as pernas quando houver espaço seguro.
- Levante e caminhe por alguns minutos quando for permitido.
O que diz um estudo científico
A relação entre viagem longa e trombose foi avaliada na revisão sistemática Air travel and venous thromboembolism: a systematic review, publicada no Journal of General Internal Medicine. A revisão concluiu que eventos clínicos de tromboembolismo venoso após viagens prolongadas são raros, mas que o risco varia conforme duração da viagem e fatores individuais.
O mesmo trabalho apontou medidas gerais, como evitar desidratação e exercitar os músculos das pernas com frequência. Isso reforça que movimentar tornozelos e panturrilhas é uma prática simples, útil e de baixo risco durante viagens longas.
Quem deve ter mais cuidado
O risco de trombose continua baixo para a maioria das pessoas, mas aumenta quando a imobilidade se soma a outros fatores. Nesses casos, vale conversar com um médico antes de viagens prolongadas.
- Histórico pessoal ou familiar de trombose;
- Cirurgia recente, trauma ou uso de gesso;
- Gravidez ou pós-parto recente;
- Uso de anticoncepcionais ou terapia hormonal com estrogênio;
- Câncer, obesidade, idade avançada ou mobilidade reduzida.

Sinais para não ignorar
Procure avaliação se aparecer inchaço em uma perna, dor sem explicação, calor local, vermelhidão ou mudança de cor na pele após uma viagem. Esses sinais podem indicar alteração na circulação e precisam ser examinados.
Já falta de ar, dor no peito, batimentos acelerados, desmaio ou tosse com sangue exigem atendimento imediato. Para entender melhor sinais e causas, veja também o conteúdo sobre trombose.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento indicado por um médico.









