O sono idosos pode ficar mais leve, fragmentado e sujeito a despertares com o passar dos anos, mas isso não significa que dormir pouco seja sempre normal. Depois dos 65 anos, a referência geral continua sendo cerca de sete a oito horas por dia, considerando a soma do sono noturno e, em alguns casos, pequenos cochilos.
Quantas horas são recomendadas
A necessidade de sono varia entre pessoas, mas dormir bem segue importante para memória, humor, imunidade e disposição. A idade pode mudar o padrão do descanso, tornando o sono mais interrompido, sem eliminar a necessidade de recuperação.
Segundo o CDC, adultos com 65 anos ou mais devem dormir de 7 a 8 horas por noite. Por isso, acordar mais cedo ou ter sono leve não deve ser interpretado automaticamente como sinal de que o corpo precisa de menos descanso.
Sinais de sono de má qualidade

Além da quantidade de horas, a qualidade do sono também importa. Alguns sinais indicam que o descanso pode não estar sendo suficiente, mesmo quando a pessoa passa bastante tempo na cama.
- Acordar várias vezes durante a noite.
- Sentir sonolência excessiva durante o dia.
- Acordar cansado mesmo após dormir por horas.
- Ter dificuldade para manter atenção, memória ou humor estável.
- Roncar alto, engasgar ou acordar com falta de ar.
O que diz um estudo científico
Um estudo transversal ajuda a relacionar duração do sono e cognição em adultos mais velhos. Segundo o estudo Sleep Duration and Cognition in a Nationally Representative Sample of U.S. Older Adults, publicado no Journal of the American Geriatrics Society, dormir mais de nove horas foi associado a pior desempenho em diferentes testes cognitivos em comparação com sete horas.
Esse achado não significa que uma noite longa cause perda de memória, mas reforça que tanto dormir pouco quanto precisar dormir demais de forma persistente merece atenção. O ideal é avaliar o conjunto: horas dormidas, despertares, sonolência diurna, remédios, dor, ansiedade e doenças associadas.
Como melhorar o descanso
Alguns hábitos ajudam o organismo a manter um ritmo mais previsível. Eles podem ser úteis quando o sono está leve ou fragmentado, desde que não exista um problema médico sem diagnóstico.
- Manter horários regulares para dormir e acordar.
- Deixar o quarto escuro, silencioso e confortável.
- Evitar café, chá-preto, chimarrão ou energéticos no fim do dia.
- Fazer atividade física regular, respeitando limites e orientação médica.
- Evitar cochilos longos ou muito tarde, se eles atrapalharem a noite.

Quando procurar avaliação
Procure avaliação se houver despertares repetidos, sonolência excessiva durante o dia, cansaço persistente, ronco alto, pausas na respiração, insônia frequente ou queda de memória junto de sono ruim. Esses sinais podem ter relação com apneia do sono, dor, depressão, ansiedade, uso de medicamentos ou outras condições.
Também é importante conversar com o médico antes de usar remédios para dormir. Para entender melhor hábitos que favorecem o descanso, veja o conteúdo do Tua Saúde sobre como dormir bem.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









